Buscando automação e melhora de rentabilidade, Nike demitirá 775 funcionários
Em um plano para acelerar o uso de automação e melhorar sua rentabilidade, a Nike demitirá 775 funcionários, principalmente em seus centros de distribuição nos Estados Unidos. Os cortes estão concentrados nas áreas de operações logísticas nos estados do Tennessee e do Mississippi, onde a fabricante de artigos esportivos mantém grandes centros de distribuição. Em fevereiro de 2024, a companhia já havia demitido cerca de 1.000 funcionários de cargos corporativos, em um movimento de reestruturação.
Fortalecimento e otimização de operações
Em comunicado, a Nike afirmou que os desligamentos afetam principalmente suas operações de distribuição nos EUA e fazem parte de um esforço para "reduzir a complexidade, aumentar a flexibilidade e construir uma operação mais ágil, resiliente, responsável e eficiente". "Estamos tomando medidas para fortalecer e otimizar nossas operações, para que possamos agir com mais rapidez, operar com maior disciplina e atender melhor atletas e consumidores", disse a Nike no comunicado. A marca também afirmou que está aprimorando sua cadeia de suprimentos, acelerando o uso de tecnologia avançada e automação e investindo nas habilidades que suas equipes precisam para o futuro.
Dificuldades financeiras
A companhia vive um momento financeiro desafiador. Apesar de um leve alívio no crescimento da receita no novo ano fiscal, a Nike segue distante do patamar que ocupou por anos. No quarto trimestre fiscal de 2025, as vendas caíram 12% na comparação anual, somando US$ 11,1 bilhões, ante US$ 12,61 bilhões no mesmo período de 2024. O lucro líquido ficou em US$ 211 milhões, bem abaixo dos mais de US$ 1,5 bilhão registrados um ano antes. Sob a liderança do CEO Elliott Hill, a empresa busca reverter os impactos da estratégia adotada na gestão anterior, que priorizou vendas diretas e reduziu a participação de parceiros atacadistas. A mudança ocasionou na expansão de centros de distribuição e do quadro de funcionários, mas o atual volume de operações já não justifica esses níveis de pessoal, segundo fontes próximas à empresa.
Fonte: Exame
