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Imagem destaque: Após crise do metanol, o consumo de destilados nas noites de SP volta a crescer
Créditos: Divulgação

Após crise do metanol, o consumo de destilados nas noites de SP volta a crescer

 Depois de semanas de retração provocadas pelas notícias sobre bebidas adulteradas, o consumo noturno em São Paulo começa a dar sinais claros de recuperação. Dados da Zig mostram que novembro marcou um ponto de virada no comportamento do consumidor, com retomada do faturamento, reorganização do mix de bebidas e aumento do tíquete médio, indicando um movimento gradual de reconstrução da confiança. A análise considera cinco finais de semana completos do mês de novembro. Ao todo, foram registrados mais de 730 mil pedidos, 200 mil consumidores únicos e a venda de mais de um milhão de produtos, refletindo uma retomada consistente da atividade noturna após o impacto mais agudo da crise observado em outubro de 2025.


Bebidas Alternativas

  Durante o período mais crítico, a cerveja ganhou protagonismo e chegou a concentrar mais de 65% do faturamento em outubro. Em novembro, embora siga líder, a categoria perdeu espaço e recuou para cerca de 54,6%, à medida que outras bebidas voltaram ao carrinho do consumidor. As bebidas prontas, conhecidas como RTDs, mantiveram desempenho consistente ao longo de todo o período analisado. 

 

Estabelecimentos se Recuperam

 O faturamento total dos estabelecimentos alcançou R$ 31,4 milhões em novembro, superando setembro e revertendo a forte queda registrada em outubro. A recomposição do consumo ficou evidente na categoria de bebidas destiladas, que voltou a crescer após ter sido a mais afetada no auge da crise. Além da recuperação do faturamento, novembro também marcou a volta gradual do público à noite paulistana. Após a maior queda registrada em outubro, o número de consumidores voltou a crescer em novembro, acompanhado por uma alta no tíquete médio, que passou de R$ 133,06 para R$ 146,84. 


  “O consumidor começa a se sentir novamente seguro para retomar hábitos interrompidos durante a crise, enquanto o mix de produtos se reorganiza de forma mais previsível. As categorias industrializadas e padronizadas seguem com protagonismo, ao mesmo tempo em que os destilados começam a recuperar o espaço perdido. O acompanhamento contínuo desses indicadores é fundamental para que bares e casas noturnas ajustem seus portfólios e acompanhem a evolução do comportamento do público”, afirma David Pires, CIO da Zig.

05/01/2026

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