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Alta de 6% na cesta básica de SP foi impulsionada pelo grupo de alimentação

  De acordo com dados da Fundação Procon-SP, em parceria com o Dieese, nos últimos 12 meses a cesta básica registrou um aumento de 6% em São Paulo. A alta teve grande influência do grupo de alimentos, com variação de 7,1% no período. Os valores estão acima da inflação oficial medida pelo IPCA, que acumula alta de 5,35% no mesmo período. O produto com a maior inflação nos últimos 12 meses foi o café (+95,9%). Em seguida, vêm a carne de segunda (sem osso), com aumento de 29,5%, e a carne de primeira, com elevação de 28%. Na avaliação semestral, a inflação acumulada é de 0,3% na cesta básica e, na variação mensal, a cesta de produtos do paulistano ficou 0,69% mais barata no último mês. O preço médio passou de R$ 1.364,39 em maio, para R$ 1.355,04 no final de junho.


Fatores decisores

 Para o Procon-SP, diversos fatores podem ter influenciado a oscilação dos preços dos alimentos, como problemas climáticos, questões sazonais, excesso ou escassez de oferta ou demanda pelos produtos, preços das commodities, variações cambiais, formação de estoques, desonerações de tributos, entre outros. O café em pó, por exemplo, segue com elevação de preços, apesar do avanço da colheita da safra. Em junho do ano passado, o pacote de 500g tinha um preço médio de R$ 15,79, chegou a R$ 20,69 em janeiro deste ano e fechou junho a um valor de R$ 30,94.


 Segundo informações do InfoMoney, a carne teve elevação de preços devido a dois fatores: os pecuaristas reduziram a oferta para alcançar valores mais altos e o ritmo de embarque da carne bovina esteve mais acelerado em junho. Em dezembro de 2024, a carne de 1ª custava, em média, R$ 46,74 e no mês passado passou para R$ 47,48. Neste período, a carne de 2ª subiu de R$ 33,93 para R$ 34,25.

22/07/2025

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