Justiça homologa plano de recuperação extrajudicial do GPA
A Justiça de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial do GPA. O acordo prevê a reorganização de R$ 4,568 bilhões em dívidas e teve adesão de credores que representam 57,49% do valor total dos débitos incluídos no plano - acima do mínimo exigido pela legislação. A Justiça havia autorizado, em março, o processamento do pedido apresentado pela companhia. Agora, com a homologação, o plano foi oficialmente aprovado e passa a valer nos termos acordados com os credores. Com a reestruturação, o prazo médio para o pagamento da dívida que não será convertida em ações passa de 2,1 anos para 6,4 anos.
Como as dívidas serão pagas
Os credores puderam escolher entre três formas de receber. A maioria (88,40%) escolheu a Opção A, sem desconto na dívida, mas com participação em um aporte de R$ 200 milhões. Parte do valor será convertida em títulos com juros e outra em títulos que poderão virar ações do GPA entre 2027 e 2031. Outros 8,34% dos credores escolheram a Opção B, que prevê um prazo maior para o pagamento, com vencimento em 2036 e remuneração atrelada ao CDI. Já os 3,26% restantes foram incluídos na Opção C, destinada aos credores que não escolheram as demais alternativas. Nesse caso, há um desconto de 70% sobre o valor da dívida, com início dos pagamentos apenas em 2032 e quitação prevista para 2036.
