Brasileiros da classe AB estão comprando mais produtos em promoção
A participação de produtos em promoção nas cestas de compras para o lar da classe AB saltou de 14,4% no segundo trimestre de 2024 para 23,3% no mesmo período deste ano, segundo dados do estudo Consumer Insights, da Worldpanel by Numerator. A pesquisa aponta que esse cenário é reflexo do chamado “consumidor equilibrista”, que busca balancear orçamento, necessidade e qualidade. Prova disso é que, embora os brasileiros estejam indo mais vezes ao ponto de venda (+12,1%), a quantidade de itens por visita caiu 10,7%, revelando maior controle sobre o carrinho de compras. Esse movimento se destaca na classe AB, que reduziu as unidades compradas em 5,1% na comparação entre o segundo trimestre de 2024 e o mesmo período deste ano. Em contrapartida, as classes DE apresentaram crescimento de 8,1% no volume de unidades, sinalizando possível retomada do consumo.
Categorias
As categorias mais essenciais, como bebidas (+3,0%), mercearia salgada (+1,7%) e commodities (+1,1%), lideraram o crescimento no curto prazo. Em sentido oposto, higiene e beleza registraram queda de 6,8% em unidades por viagem. A retração é puxada especialmente pelos mais jovens, como a Geração Alpha (nascidos a partir de 2010), que reduziu em 3% as ocasiões de uso da categoria. Datas como Dia das Mães, Páscoa e Dia dos Namorados destacaram essa transformação no consumo. Produtos de menor valor de desembolso ganharam espaço entre os “presenteáveis”, a exemplo dos sabonetes, que registraram alta de 16% em volume de unidades.
Diferentes canais e missões de compra
Na tentativa de manter o consumo, os brasileiros ampliaram o uso de diferentes canais de compra. No segundo trimestre de 2025, foram, em média, oito meios por pessoa – um a mais do que no mesmo período do ano anterior. As missões de compra também se diversificaram: as de urgência caíram 10% em número de unidades, enquanto as de abastecimento cresceram 37% em frequência. Nesse cenário, canais menores ganharam relevância: o pequeno varejo passou de 49% para 55% em volume nas compras de abastecimento, enquanto o tradicional foi de 52% para 54%.
