Fatores climáticos contribuem no aumento do valor da cesta básica
Alta em 7 Capitais
A cesta básica apresentou variação percentual positiva de preços em janeiro, em relação ao mês anterior. Esse comportamento de preços tende a estar relacionado às ondas de calor e fortes chuvas ocorridas em boa parte do país. No fim de 2023, esses fatores culminaram na elevação dos custos da produção agrícola. É o que mostra a pesquisa feita pela Plataforma Cesta de Consumo Horus & FGV IBRE, compreendida por 18 produtos alimentares, em oito capitais do país: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Dos 18 produtos atribuídos à cesta básica, os legumes apresentaram aceleração de dois dígitos, em média, em todas as capitais. Com relação às frutas, Fortaleza destoou das demais capitais, mediante o avanço médio de 29,1% nos preços. Já produtos como óleo de soja, feijão e arroz apresentaram aumento de até 3,3% nas capitais pesquisadas.
Indo no sentido contrário, no mês de janeiro de 2024, o preço do ovo de galinha apresentou recuo em sete das oito capitais cobertas. Uma reação similar foi percebida nos preços médios da margarina, pão, café em pó, grãos e açúcar.
Cesta Mais Cara
O Rio de Janeiro, ainda que tenha sido a única capital a verificar variação negativa no preço da cesta básica, figura na liderança com a cesta básica mais cara. Em contrapartida, Belo Horizonte e Manaus registraram os menores preços. Quanto à cesta de consumo ampliada -que abrange o grupo de bebidas em geral, produtos de higiene, itens de limpeza, bem como os gêneros alimentícios -foi constatada uma aceleração nos preços em seis cidades. Dos 33 elementos da cesta de consumo ampliada, os grupos das verduras, sucos, desodorantes, batata congelada e creme de leite tiveram alta.
Imagem Freepik
