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Imagem destaque: Trabalhadores rurais protestam contra trabalho escravo em fazendas de café da Starbucks
Crédito: Reprodução / Rafael Torres

Trabalhadores rurais protestam contra trabalho escravo em fazendas de café da Starbucks

 Trabalhadores rurais das lavouras de café, organizados pela Articulação dos Empregados Rurais de Minas Gerais (ADERE/MG) se uniram para protestar por uma maior transparência na cadeia do café, em frente à Starbucks, da Avenida Paulista, em São Paulo. A iniciativa defende uma maior transparência na cadeia do café “do campo à xícara" entre trabalhadores e empresas, além de buscar um fortalecimento da fiscalização trabalhista do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho. A manifestação tem como base a reparação às vítimas de trabalho escravo e também a revisão dos sistemas de certificação, para que deixem de legitimar cadeias produtivas marcadas pela exploração. 


Situações Precárias de Trabalho

 Segundo a ADERE/MG, uma grande maioria dos trabalhadores da colheita segue enfrentando a informalidade, endividamento, falta de equipamentos de proteção, alojamentos precários e desumanos, além de condições degradantes de trabalho em fazendas que abastecem grandes empresas do setor. “Não adianta só pegar o fazendeiro, é preciso responsabilizar também as grandes corporações, são elas que lucram”, comenta o representante da ADERE-MG, Jorge Ferreira Filho. 


Atenção na Causa: Responsabilidade de Todos

 Para os manifestantes em São Paulo, a situação dos trabalhadores nas cafeterias e nas lavouras de café faz parte de um mesmo modelo global de negócios que prioriza o lucro em detrimento dos direitos humanos e trabalhistas. No ato, o presidente da UGT e dos Comerciários, Ricardo Patah, defendeu que se trata de uma responsabilidade de toda a cadeia produtiva.


 "É preciso que empresas como a Starbucks assumam responsabilidade pelo que acontece nas plantações, e que as autoridades brasileiras investiguem as denúncias. As entidades sindicais seguirão atuando para que essa responsabilidade seja compartilhada e não recaia apenas sobre os trabalhadores", declarou.

27/01/2026

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