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Seu cliente pode estar desistindo da compra, e o motivo não é o produto

*Por Rodrigo Climaco, Vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Fiserv Brasil


   O Dia do Consumidor deixou de ser uma data promocional isolada e passou a ocupar um mês inteiro no calendário do varejo. O período é um termômetro para entender o comportamento de consumo no país, além de estimular estratégias para impulsionar as vendas e fortalecer o relacionamento entre empresas e consumidores. 


   Por isso, seria o momento de o varejo olhar para o “Mês do Consumidor” como um laboratório que identifica padrões de compra e oportunidades de melhoria na jornada do cliente?


   Em 2025, a data temática movimentou R$ 8,3 bilhões no e-commerce brasileiro, segundo dados da Neotrust.Confi. O número evidencia o potencial da data e reforça a necessidade de um planejamento que vá além de descontos pontuais. Para o varejo, o momento representa uma oportunidade de utilizar dados de consumo, aprimorar a experiência de compra e consolidar a confiança do cliente. Informações como produtos mais vendidos, meios de pagamento preferidos e canais com maior conversão ajudam as empresas a entender melhor o comportamento do consumidor. 


Dados como aliados para decisões inteligentes

   A pesquisa Fiserv Insights 2026, lançada em fevereiro, revela que o consumidor brasileiro está cada vez mais atento a fatores como segurança nas transações, diversidade de meios de pagamento e conveniência entre canais físicos e digitais - elementos que ajudam a transformar a compra pontual em relacionamento duradouro.


   Os dados mostram que os consumidores já transitam com naturalidade no ambiente omnichannel. Ainda que o e-commerce se destaque como canal preferido em todas as faixas etárias, as lojas físicas se mantêm relevantes pela experiência sensorial de compra e pela possibilidade de levar o item na hora.


   Segundo o levantamento, 75% dos consumidores brasileiros já desistiram de uma compra porque o estabelecimento não aceitava o meio de pagamento desejado e mais de 40% do público deixou de comprar em lojas físicas devido ao excesso de filas. Na geração Z (18 a 24 anos), 45% afirmam que deixaram de levar um produto por não conseguir pagar pelo Pix. Os números indicam que o desafio do varejo físico não está apenas em atrair consumidores para a loja, mas também em garantir que a experiência de compra seja eficiente até o final do pagamento.


   A segurança é outro aspecto fundamental para promover a confiança no consumidor. De acordo com a Fiserv Insights, 22% das varejistas ainda não adotam medidas internas de segurança, delegando essa responsabilidade apenas às empresas de meios de pagamento.


   Entre os negócios que possuem alguma estratégia, 30% utilizam o backup de dados e 27% implementam controles de acesso aos sistemas para funcionários. Ações que protegem informações, mas não garantem a segurança nas transações, deixando consumidores e empresas suscetíveis a fraudes. Esse cenário só evidencia que o setor precisa evoluir para modelos integrados de proteção, que oferecem cobertura ampla e contínua para atender às crescentes demandas de consumo. Isso vale tanto para o físico quanto para o virtual.


Oportunidades estratégicas e completas

   O “Mês do Consumidor" segue como um dos períodos importantes para impulsionar as vendas, mas seu maior valor reside na possibilidade de fortalecer a relação entre empresas e clientes. Ao utilizar dados de consumo, ampliar a diversidade de pagamentos, integrar canais e investir em segurança digital, o varejo pode transformar esse momento em aprendizado. Em um cenário cada vez mais digital, competitivo e orientado por dados, as empresas que aproveitam a data para aprimorar a experiência de compra terão mais chances de construir relações duradouras com seus consumidores.

Imagem
Rodrigo Climaco/Créditos: Divulgação
01/04/2026

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