A Loja Física Viva e Mais Inteligente com Dados
*Por Marcelo Tupan
Nos
últimos anos, com a ascensão do e-commerce, muitas previsões davam o
comércio físico como morto. Entretanto, apesar de as compras online
terem um crescimento significativo -- principalmente na pandemia causada
pela pandemia de Covid-19 --, a loja física continua sendo um canal
fundamental para o varejo, que está se adaptando e se tornando mais
inteligente.Estamos vivendo a nova era do varejo, com o consumidor no
centro das atenções, processos automatizados de gestão, qualidade na
oferta de produtos, eficiência na cadeia logística e gestão de estoque.
A
loja física tem papel fundamental para qualquer segmento. Isto porque,
muitos consumidores preferem ver, tocar e experimentar os produtos antes
de comprá-los. Esta experiência traz um contato humano, essencial para
quem pretende ter um acompanhamento personalizado e ter as suas dúvidas
esclarecidas para finalizar a compra. Por isso que algumas lojas que
atuavam apenas no online têm investido em espaços físicos, que funcionam
como showrooms, levando a experiência para o consumidor.
Entretanto,
sabemos que os varejistas físicos têm grandes desafios para que
continuem fortes. É preciso investir em soluções inteligentes, usando
recursos tecnológicos para, assim como no e-commerce, entenderem as
necessidades de seus consumidores e serem assertivos nas ofertas. Hoje,
os dados são fortes aliados, ajudando a alavancar os negócios.
A
experiência presencial do cliente deverá andar de mãos dadas com a
virtual, uma vez que não são alternativas entre si, mas, sim, canais que
se complementam em uma estratégia integrada. O cliente espera uma
experiência completa e prática, que lhe permita, por exemplo, receber
produtos em casa e devolvê-los no estabelecimento, ou encomendar um
produto no site e pegá-lo na loja, no mínimo tempo possível.
Por
meio da otimização dos processos e do uso inteligente dos dados, o
aumento da complexidade da jornada de compra demonstra que o poder da
informação é a chave para todos os negócios de sucesso no futuro. O
desafio do varejista é usar os dados para saber o que vai fazer amanhã,
convertendo-os em informação estratégica.
No
entanto, é fundamental ter um parceiro tecnológico que entenda o
negócio e que faça a diferença na gestão dos dados. Os dados são a
riqueza do futuro. Além de incentivar a eficiência e a produtividade,
ajudam na redução do custo operacional e a medir o desempenho da loja.
Uma estratégia baseada na análise de dados permite melhorar o estoque,
preços, qualidade do trabalho dos funcionários e muito mais.
Cortar
custos não é sinônimo de reduzir a equipe. Por isso, o importante é
saber selecionar o que é relevante. A melhoria das soluções que entregam
benefícios diretos no serviço ao cliente resulta em redução de filas,
atendimento personalizado, velocidade no abastecimento de artigos nas
prateleiras, menos vendas perdidas e mais rigor do estoque.
No
futuro poderá ser que deixemos de chamar a loja física de "loja", para,
quem sabe, usar apenas o termo "showroom". O fato é que teremos tudo
integrado, funcionando em sincronia, de forma independente e também
complementar, e é aqui que começa a geração do Novo Varejo.
*Marcelo Tupan é COO da Tlantic.
18/01/2022
