Para Competir Com Fintechs Santander se Adapta
Reinvenção no Banco


Texto: Brenda Marques
Com a chegada das
fintechs, os bancos tradicionais estão se reinventando para não perder
clientes. O banco Santander, por exemplo, criou algumas startups de serviços
financeiros para competir: "hoje temos uma empresa que foca em renegociação de
dívidas, plataformas de investimentos, empresas de crédito, seguro, conta
corrente e digital. O digital veio para ficar e o Santander busca entender o
cliente para poder atendê-lo da melhor forma e, atualmente, entendemos que o
consumidor não quer mais que ligue para ele, o cliente está fugindo de papelada
e burocracias", explica Mariana Perez, CEO da emDia, startup do Grupo
Santander, com exclusividade para o Jornal Giro News.
Exigências do Mercado
Com a era da
tecnologia, as instituições financeiras abrem mão da burocracia para não perder
espaço. Segundo Mariana Perez, é necessário passar por um momento de
reformulação para não ficar para trás: "os bancos que não se reinventarem vão
perder espaço. Todos precisam se digitalizar, trabalhar com menos papéis e
burocracia, oferecer serviços mais ágeis e aprender rápido. Ao mesmo tempo, as
startups precisam ter uma boa estrutura para poder fazer empréstimos, conhecer
o cliente e saber que ele vai conseguir devolver. Assim, nenhuma instituição
oferece ameaça para a outra", completa a executiva.
Novos Serviços
As fintechs têm mudado o cenário tradicional entre banco e
cliente com seus meios de pagamentos e por oferecer seu produto 100% digital.
Enquanto o banco foca em um serviço completo e procura transmitir segurança
para seus clientes, as fintechs têm menos infraestrutura. "As contas digitais
são uma segunda opção para as pessoas. O cliente sempre tem uma conta no banco
tradicional - que oferece mais proteção de dados e serviço antifraude - antes
de ter uma conta nas startups que têm mais chance de quebrar. Apenas algumas
fintechs contam com serviço 24 horas, pois custa caro, mas estão mais focadas
no atendimento ao cliente, buscam estar mais perto do que os bancos e chegaram
para transformar o mercado",relata a CEO.
