Perdas no Varejo Crescem em Quatro Setores
Prejuízo de R$ 24 Bilhões
Supermercados, esportes, magazines e eletromóveis registraram, em 2021, um crescimento nos índices de perdas em comparação a 2020.No setor supermercadista, as perdas aumentaram de 2,10% para 2,15%, segundo a 5ª Pesquisa Abrappe de Perdas no Varejo Brasileiro, realizada pela Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe), em parceria com a KPMG em 12 segmentos.No varejo de artigos esportivos, as perdassaíram de 0,99% para 1,12%, enquantoem magazines saltaram de 0,91% para 0,94% e no segmentode eletromóveis foram de 0,11% para 0,26%. "A perda desconhecida, principalmente furtos (externos e internos), foi o fator de maior contribuição para esse aumento, pois em 2020 tivemos controle de acesso de clientes em razão das limitações impostas pelas prefeituras locais por conta da pandemia. Em 2021 esse cenário se normalizou ao longo do tempo, aumentando o risco de furtos nas lojas", diz Carlos Eduardo Santos, presidente da Abrappe.
Índice Médio Tem Queda
Pelo terceiro ano consecutivo, o índice geral de perdas caiu no varejo brasileiro, para 1,21%, totalizando pouco mais de R$ 24 bilhões.O valor representa o percentual sobre as vendas líquidas do varejo ampliado em 2021, que foi de R$ 1.990 trilhão, segundo dados do IBGE.O levantamento da Abrappe também registrou índices dos varejos de moda e calçados, que não haviam sido apresentados na pesquisa anterior. Esse último registrou perdas de 1,38%, acima da média nacional, enquanto o de moda, com 0,80%, ficouabaixo.Apesar de registrarem redução (de 2,04% em 2020 para 1,74% em 2021), as perdas nas perfumarias ficaram também acima da média nacional.As drogarias (de 1,08% para 0,89%) e o varejo da construção (de 1,04% para 0,96%) foram outros setores que reduziram as perdas.
