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Imagem destaque: Inflação dos alimentos e tarifaço dos EUA marcaram cenário econômico em 2025
Crédito: Freepik

Inflação dos alimentos e tarifaço dos EUA marcaram cenário econômico em 2025

  O ano de 2025 foi dominado por uma preocupação com a inflação dos alimentos. Em meio a um cenário global turbulento, o Brasil enfrentou aumentos constantes nos preços nas gôndolas, resultado da combinação entre demanda interna aquecida e embates externos provocados pela política comercial dos Estados Unidos. O tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros pressionou o setor. Produtos agrícolas e industriais brasileiros - como pescados, café solúvel, mel, máquinas e calçados - passaram a enfrentar barreiras adicionais, encarecendo as exportações. Em paralelo, insumos importados ficaram mais caros, pressionando a produção interna e aumentando os custos de alimentos processados.


Reajustes de preços

  Neste cenário, supermercados registraram reajustes sucessivos em itens básicos como arroz, feijão, carnes e derivados de trigo. Restaurantes e lanchonetes também tiveram que repassar parte dos custos, reduzindo margens de lucro. Internamente, o Banco Central manteve a Selic (taxa básica de juros da economia) em 15% ao longo do ano, em uma tentativa de conter a escalada dos preços. Além disso, o crédito caro limitou investimentos e consumo de bens duráveis. A projeção do Banco Central é que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) encerre 2025 em 4,4%. A meta de inflação atual é de 3%, mas há um intervalo de tolerância de até 4,5%.


Expectativas de crescimento

  Neste mês, o BC melhorou a projeção de crescimento econômico para 2025. A estimativa é de 2,3%, ante patamar de 2,0% previsto em setembro. Segundo a autarquia, a revisão reflete um desempenho positivo no terceiro trimestre. Para 2026, a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 1,5% para 1,6%, com avanço moderado ao longo do ano. “Entre os fatores que influenciam esse cenário estão a expectativa de manutenção da política monetária em campo restritivo, o baixo nível de ociosidade dos fatores de produção, a perspectiva de desaceleração da economia global e a ausência do impulso agropecuário observado em 2025”, diz o Banco Central.

19/12/2025

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