Falta de produtos faz consumidores mudarem para concorrentes, aponta Neogrid
A nova pesquisa “O Novo Carrinho do Brasileiro”, realizada pela Neogrid em parceria com a Opinion Box, revela que 72% dos consumidores brasileiros não encontram a marca que pretendiam comprar pelo menos às vezes. Quando isso acontece, 43% procuram a marca em outro lugar e 34% compram imediatamente outra opção disponível. Entre os consumidores que substituem uma marca por outra, 57% procuram uma alternativa que já utilizaram e tiveram uma boa experiência, enquanto 22% passam a considerar outras marcas com mais frequência quando não encontram aquela que costumam comprar. “Durante muito tempo, a ruptura foi tratada principalmente como um problema operacional. Mas, em um ambiente em que o consumidor tem cada vez mais canais, marcas e formatos disponíveis, ela se transforma em uma questão direta de captura de demanda. A necessidade de compra continua existindo. O que muda é quem consegue atendê-la”, afirma Leandro Murta, Diretor Executivo da Neogrid.
Promoções também são afetadas
Segundo o levantamento, 80% dos consumidores já se interessaram por uma promoção anunciada e não encontraram o produto disponível quando foram procurá-lo. Nesses casos, 24% procuram o item em outra loja ou canal, 20% compram uma marca concorrente e 21% desistem da compra. A pesquisa aponta ainda que 78% combinam lojas físicas e canais digitais em sua rotina de abastecimento, enquanto 42% afirmam comprar em lugares diferentes para economizar e 39% distribuem categorias entre diferentes estabelecimentos. “Uma promoção pode funcionar, a comunicação pode chamar a atenção e o consumidor pode chegar ao ponto de decisão disposto a comprar. Mas, se o produto não estiver disponível naquele momento, todo esse esforço pode acabar beneficiando outro canal ou outra marca”, afirma Murta.
Abastecimento e disponibilidade
A pesquisa também aborda a relação entre disponibilidade, estoque e demanda. Segundo a Neogrid, o abastecimento inteligente conecta dados de demanda, estoque, vendas e execução para identificar riscos e agir antes que a falta do produto resulte em perda de venda. “Em um varejo pressionado, eficiência não é apenas reduzir custos. Também é evitar que demanda já existente escape da operação. Cada produto indisponível pode representar uma venda perdida, mas também pode significar espaço aberto para um concorrente e uma oportunidade de consumo capturada por outro canal”, conclui o executivo.
