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Imagem destaque: Especialistas apontam os principais movimentos do varejo em 2026
Créditos: Freepik

Especialistas apontam os principais movimentos do varejo em 2026

   De acordo com os especialistas, o varejo caminha para 2026 em um cenário marcado por maior complexidade operacional e consumidores cada vez mais exigentes, que esperam jornadas fluidas, personalizadas e consistentes. Para acompanhar esse ritmo, empresas do setor aceleram investimentos em tecnologia e revisam seus modelos de operação. Pesquisa recente realizada pela Zucchetti Brasil em parceria com a Central do Varejo mostra que 59% das empresas do varejo já utilizam soluções de inteligência artificial, enquanto 90% pretendem ampliar o uso ou o investimento na tecnologia. Dentre os principais movimentos que devem ganhar protagonismo em 2026 estão o PDV, a automação e hiperpersonalização e o marketing automatizado.


O ponto de venda na jornada unificada

   Em 2026, o ponto de venda (PDV) assume uma função mais estratégica dentro da jornada do cliente. Como destaca Stefan Furtado, da Manhattan Associates, a experiência só se sustenta quando sistemas de loja, digital e cadeia de suprimentos operam como uma única engrenagem. Dados do Unified Commerce Benchmark (UCB) mostram que varejistas com plataformas realmente integradas entregam jornadas mais consistentes entre canais, e que aqueles classificados como líderes crescem até três vezes mais do que a média. Ao conectar estoque, pedidos e histórico do cliente em tempo real, ele permite experiências como Compre Online, Retire na Loja, Compre Online, Devolva na Loja, prateleira infinita e atendimento personalizado no momento da compra. Stefan ressalta que o objetivo não é substituir o atendimento humano, mas liberá-lo para experiências de “luva branca”, enquanto a IA antecipa problemas, redireciona estoque e resolve demandas de forma autônoma.

 

Automação e hiperpersonalização em alta

   Bernardo Rachadel, diretor de Unidade de Negócio de Varejo da Zucchetti Brasil, avalia que 2026 deve ser um ano de reorganização operacional no varejo. Segundo ele, a integração total dos sistemas de gestão e a automação inteligente se tornam pilares para garantir eficiência e consistência entre canais. Para Rachadel, a hiperpersonalização será uma realidade cotidiana, apoiada por plataformas robustas capazes de processar grandes volumes de dados e gerar recomendações individualizadas. Ainda de acordo com Bernardo, outra tendência que deve ganhar ainda mais força em 2026 é a tomada de decisão baseada em dados, componente essencial para a sustentabilidade dos negócios. Em um ambiente mais competitivo e com margens pressionadas, o uso de analytics permitirá prever demanda, otimizar estoques e ajustar preços de forma dinâmica.


Marketing automatizado

   O varejo brasileiro avança para 2026 ancorado em um uso cada vez mais intenso de inteligência artificial para escalar estratégias de comunicação e personalização. As aplicações mais citadas estão justamente nas áreas de marketing e conteúdo, mencionadas por 57% dos varejistas, seguidas por sumarização de textos e transcrições (54%) e atendimento ao cliente (54%). Os dados evidenciam como a produção de conteúdo automatizada passou a fazer parte da rotina das marcas, alimentando campanhas, descrições de produtos, comunicações no ponto de venda e interações digitais integradas à jornada de compra. Para Renan Caixeiro, CMO e cofundador do Reportei, a tecnologia deve ser tratada como meio, não como fim. Segundo ele, o desafio para 2026 será equilibrar automação e inteligência humana.

07/01/2026

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