Grano Alimentos quer elevar percepção do consumidor sobre congelados
O segmento de congelados no Brasil ainda caminha lentamente, no comparativo com o mercado internacional. No entanto, a categoria tem muito a oferecer aos consumidores. Segundo Michele Funari, diretor comercial e de marketing da Grano Alimentos, o crescimento do setor virá por penetração, inovação e um conhecimento maior dos produtos. “Ainda existe a percepção de que o produto congelado não é fresco e que sofre algum processamento, mas não é verdade, o produto é extremamente fresco. Após a colheita, dentro do período de no máximo duas horas, o produto chega em nossa planta para ser cortado, passando por um rápido branqueamento e depois é congelado”, explica, em entrevista exclusiva para o Jornal Giro News. A empresa tem apostado de forma consistente em todas as suas plataformas digitais, trazendo divulgação do método de cocção e receitas para os consumidores terem uma melhor qualificação do consumo.
Praticidade para o Consumidor
Na Grano Alimentos, além do brócolis como carro-chefe da empresa, outros produtos vêm sendo explorados, como a seleta (mix) de legumes e os produtos da linha ‘Ajudas Culinárias’, voltada para o food service. A estratégia está em linha com uma tendência de busca por praticidade, produtos frescos e saudáveis. “A gente tem aí um pipeline de inovação bastante diversificado para esses novos produtos. E a nossa prioridade é trazer soluções de praticidade para os nossos consumidores, mas também para os nossos clientes B2B”, afirma o diretor. Como forma de desenvolver esse mercado, a Grano também tem buscado mais parcerias, seja no varejo, food service ou até com outras indústrias.
Food Service em Foco
A companhia atua em três divisões: food service, cash & carry e B2B - no qual produz o produto para a marca do cliente. “Atualmente a gente vem focando muito no crescimento do canal food service, que é uma avenida de crescimento muito importante para a gente, seja via distribuidores - especializada em food service -, ou seja em contas estratégicas, como grandes redes de food. Dentro do pilar de varejo, estamos em cash & carry nacionais e regionais e trabalhamos ainda com o autosserviço e supermercados”, comenta Funari.
Desastres no RS
Mesmo diante da perda de um centro de distribuição por conta das enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul, a empresa seguiu um ritmo de crescimento em duplo dígito no ano passado. Durante o período, a Grano Alimentos teve um planejamento estratégico incluindo estoques em outro centro de distribuição, além da parceria com agricultores. “A maioria deles são familiares e a gente tem uma troca muito forte. Então conseguimos suprir a perda desse centro de distribuição com o planejamento e com a parceria desenvolvida com esses agricultores. Foi muito importante poder contar com eles e, obviamente, a gente fez uso de algumas ferramentas, como de subsídio, de postergação de pagamento, para que eles pudessem também nos atender e não fossem impactados financeiramente com tudo isso. Então, esse conjunto de fatores fez com que a gente pudesse passar por esse período sem um impacto maior e, ainda, entregando um crescimento em linha com o que o mercado está crescendo”, finaliza o diretor.

