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Créditos: Imagem de magnific

Aves mantêm protagonismo nas festas e ampliam ocasiões de consumo

O fim de ano concentra um dos principais momentos de consumo de aves, impulsionado pela presença de produtos tradicionais nas ceias e pela diversidade de ocasiões de celebração. Embora as aves inteiras tenham papel central no Natal, o período também abre espaço para porções menores. Em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News, Daniela Zucchini, Gerente Executiva de Marketing da Seara, explica que produtos como Fiesta e peru ganham espaço na cesta das famílias e nas lojas, com concentração de compras nas semanas que antecedem o Natal. “As aves inteiras permanecem como a escolha para a ceia tradicional, mas os formatos menores e as opções para outras maneiras de celebração ganham relevância”, afirma a executiva. Para o Dalben Supermercados, que possui quatro lojas no interior paulista, esse é um dos períodos mais importantes para a categoria. “Além do frango, que já faz parte do consumo cotidiano do brasileiro, entram com muito mais força as aves natalinas, o peru e os cortes especiais”, afirma Fernanda Dalben, Diretora de Marketing da rede.

 

Novos formatos ampliam a categoria

  Na visão MBRF, dona de marcas como Sadia e Perdigão, novos perfis e formatos de celebração ampliam a jornada de consumo da categoria. “No caso das aves inteiras e de maior porte, o consumidor tende a realizar a compra mais próximo das principais datas, inclusive por questões práticas, como o espaço disponível no freezer”, ressalta Patrícia Rodrigues, Gerente Executiva de Marketing de Categorias da MBRF. A executiva revela que o principal desafio é atender a uma ceia que se tornou mais diversa. “Com lares menores, diferentes formatos de celebração e maior influência de receitas e inteligência artificial na decisão de compra, o consumidor busca opções adequadas ao tamanho da mesa, ao orçamento e ao modo de preparo. Ao mesmo tempo, a ceia e a tradição seguem preservadas: 98% dos brasileiros manifestam intenção de celebrar. Nesse cenário, ganha relevância um portfólio que combina aves tradicionais, cortes menores, petiscos, churrasco, soluções para air fryer e pratos rápidos”, analisa Patrícia. 

 

Exposição no PDV

  A alta demanda do período também traz desafios de exposição ao varejo. “Um dos grandes desafios é a própria característica da categoria. Estamos falando, em grande parte, de produtos congelados, então existe uma limitação física importante de exposição. O espaço de freezer é finito e, em um período muito curto, precisamos acomodar os produtos tradicionais, cadastrar as inovações que chegam da indústria e ainda dar visibilidade para esse sortimento”, afirma Fernanda Dalben. Outro desafio é a competitividade de preço, mas, segundo a diretora, o varejo não pode ficar restrito somente a esse quesito. “Existe espaço para entregar valor de outras formas: um brinde relacionado ao preparo, uma degustação, receitas ou experiências que ajudem o consumidor a conhecer um produto novo e entender diferentes formas de prepará-lo. E vejo ainda uma oportunidade muito interessante na rotisseria. Nem todo consumidor quer preparar uma ave em casa. Oferecer essas proteínas já assadas e prontas para a ceia amplia a categoria e atende uma busca cada vez maior por conveniência”, completa Fernanda.

 

Execução no varejo

  Em 2026, a Seara projeta crescimento de dois dígitos nas vendas de produtos comemorativos de fim de ano. “O desafio comercial é combinar disponibilidade dos produtos com uma oferta adequada a diferentes tamanhos de família e ocasiões de consumo, especialmente diante da concentração das compras nas semanas próximas ao Natal”, avalia Daniela Zucchini. Para atender à demanda, a empresa reforça a operação nos supermercados. “Nas lojas, ampliamos as equipes de promoção e reposição em parceria com os supermercados para dar visibilidade ao portfólio e manter os produtos disponíveis no período de maior procura. As condições comerciais e os espaços de destaque são tratados com cada rede”, continua a executiva. Na MBRF, a temporada exige planos de execução específicos, incluindo estratégias de exposição e pontos de destaque. “O trabalho envolve estudo de demanda e precificação, definição de sortimento, abastecimento, exposição e execução nos pontos de venda, de acordo com as características de cada canal e região”, detalha Patrícia Rodrigues.

 

Perspectivas para a categoria

  Para o futuro, as expectativas são positivas. “Existe hoje um movimento maior de consumo de proteínas de forma geral, muito relacionado também à busca por saudabilidade, equilíbrio alimentar e maior ingestão proteica. E as aves têm atributos que conversam bastante com esse cenário, principalmente versatilidade e presença no dia a dia do consumidor”, afirma Fernanda Dalben. A perspectiva é que a categoria evolua em volume e, principalmente, em variedade com cortes menores, produtos porcionados, temperados, semiprontos e prontos. “O consumidor quer proteína, mas quer também praticidade e soluções adequadas ao tamanho da família e à ocasião de consumo. Para o varejo, a oportunidade está justamente em acompanhar essa mudança”, alerta a diretora. Neste cenário, a Seara vê oportunidade de crescimento na combinação entre tradição e novos hábitos. “A ceia com a ave inteira permanece importante, enquanto encontros menores e churrascos ampliam as formas de consumir aves no fim do ano”, conclui Daniela Zucchini. “Isso amplia o espaço tanto para os produtos tradicionais quanto para cortes, porções e soluções que acompanhem essas novas ocasiões de consumo”, finaliza Patrícia Rodrigues, da MBRF.

16/10/2026

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