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Imagem destaque: Taxa do vale-refeição sobe e pressiona pequenos bares e restaurantes
Foto ilustrativa (Créditos: Image by rawpixel.com on Magnific)

Taxa do vale-refeição sobe e pressiona pequenos bares e restaurantes

A taxa cobrada dos restaurantes pelas empresas de vale‑refeição está limitada a 3,6% desde 12 de novembro de 2025, conforme o Decreto nº 12.712/2025, que regulamentou a Lei de Modernização do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). O objetivo da medida era reduzir o custo da alimentação para o trabalhador, melhorar a margem de lucro dos restaurantes e estimular que mais estabelecimentos aceitassem VA e VR, ampliando a rede credenciada e oferecendo mais opções de uso dos benefícios. No entanto, a pesquisa realizada pela Ipsos‑Ipec mostra que a medida não produziu os efeitos esperados. Em vez de diminuir, as taxas aumentaram. Entre 2025 e 2026, a taxa média descontada pelas operadoras de Vale-Refeição subiu de 5,19% para 6,18%, um aumento de quase um ponto percentual em apenas um ano, ficando 1,7 vezes acima da taxa média cobrada pelos cartões de crédito. 


Vale-Refeição Mais Caro

 O impacto é ainda mais significativo entre os pequenos estabelecimentos. Nos restaurantes com faturamento mensal de até R$ 30 mil, que representam 63% da amostra pesquisada, a taxa média do Vale-Refeição saltou de 4,79% para 6,44%, crescimento superior ao registrado na média geral. Mesmo após as medidas de modernização do PAT, a percepção do setor é de que pouco mudou: 58% dos entrevistados afirmam não ter notado mudanças nas taxas cobradas pelas operadoras, enquanto 27% dizem ter percebido aumento nesses custos. Entre as regiões analisadas, São Paulo apresentou a maior taxa média descontada sobre as operações com Vale-Refeição, chegando a 8,62%.


  Os dados também mostram que o Vale-Refeição continua sendo, de longe, o meio de pagamento mais caro para estabelecimentos. Enquanto o Pix segue sendo a alternativa mais econômica, com taxa média de 1,06%, o cartão de débito registra 1,77% e o cartão de crédito 3,62%, enquanto o Vale-Refeição alcança média de 6,18% e permanece como a modalidade com maior custo para os restaurantes.


 "Não podemos dizer que estamos surpresos. Há um esforço enorme das empresas administradoras para driblar as regras atuais por meio de produtos e práticas que já foram alvo de questionamentos junto ao Ministério do Trabalho, tanto no âmbito negocial quanto no judicial. Espera-se que essas práticas sejam cessadas e que o trabalhador possa ter acesso a refeições ainda mais baratas", avalia Fernando de Paula, vice-presidente da Associação Nacional de Restaurantes (ANR).

24/08/2026

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