Rei do Mate aposta em lojas compactas para expandir em praças menores
Buscando acelerar sua presença em diferentes ambientes de consumo, o Rei do Mate, rede de cafeterias e mate, avança na expansão de seu novo modelo de loja compacta. Em entrevista exclusiva ao Giro News Food Service, João Baptista, diretor de expansão e franquias do Rei do Mate, explica que o modelo foi pensado para 'locais especiais', onde características estruturais impedem a instalação de uma loja de porte maior. "O modelo padrão continua sendo prioridade. Já o modelo compacto vai nos permitir fortalecer os franqueados que já têm uma loja padrão e enxergam a oportunidade de abrir novos pontos com potencial menor, mas com investimento bem mais baixo. Isso permite que ele aproveite a experiência que já tem e continue crescendo. O modelo permite à rede crescer sem abrir mão do padrão de qualidade que sustenta a operação em quase 100 cidades e 20 estados", conta. O Rei do Mate prevê encerrar o ano com 40 novos contratos assinados. "Essa é uma meta que já está praticamente garantida, e, para o próximo ano, a expectativa é de mais 50. Ou seja, um crescimento no ritmo certo, com os pés no chão", complementa.
Franqueados Impulsionam Expansão
Segundo João, a expansão do Rei do Mate é fortemente impulsionada pela própria base de franqueados. Em 2025, 85% do crescimento registrado veio de empreendedores que já operavam unidades da rede, e em 2026 esse índice já alcança 90%. Atualmente, a rede soma 350 lojas e 202 franqueados, dos quais 58 operam múltiplas unidades, representando quase dois terços de toda a operação. "Enquanto o investimento de uma unidade padrão gira entre R$ 450 mil e R$ 500 mil, a versão compacta demanda entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, o que amplia o leque de praças e perfis de franqueados capazes de operar a marca. Eles reinvestem, abrem novas unidades e ajudam a fortalecer a rede. Essa é a nossa estratégia de crescimento", afirma o diretor.
Adaptações aos Novos Hábitos
As mudanças no comportamento de consumo já estão no radar da companhia. De acordo com o executivo, "o cliente está mudando de hábito e adotando uma visão mais voltada ao bem-estar." Essa mudança de mentalidade influencia escolhas, prioridades e frequência de consumo, exigindo que a marca acompanhe esse movimento de forma estratégica e ofereça mais opções. "Nosso caminho é fortalecer o que já temos de destaque na rede e complementar com a possibilidade de adicionar proteína e colágeno aos produtos. Não vamos vender uma porção menor para atender esse público", diz.
Futuro do Setor
Olhando para o futuro do setor, João destaca que a falta de mão de obra qualificada é um dos grandes desafios: o crescimento das redes dependerá diretamente da capacidade de formar e encontrar equipes preparadas. Hoje, a escassez de profissionais é um dos principais gargalos para a evolução do food service no Brasil. Outro ponto sensível é a reforma tributária. "Para o setor, isso vai exigir adaptação na precificação e no aproveitamento de créditos, já que a mudança da tributação para o local de consumo obriga redes que operam em diferentes estados a rever suas estratégias logísticas e comerciais. Por outro lado, o sistema de franquias é um grande diferencial: diferente do empreendedor independente, o franqueado conta com uma marca que o apoia na busca por soluções", finaliza.
