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Créditos: Divulgação

Com alta de 4,64% na energia, food service busca eficiência em refrigeração

 O aumento dos custos operacionais tem levado empresas do setor de food service a buscar ganhos de eficiência em todas as etapas de suas operações. Entre os principais desafios está o consumo de energia elétrica, insumo essencial para garantir a conservação dos alimentos e o funcionamento contínuo dos sistemas de refrigeração. Dados do IBGE (IPCA-15) mostram que a energia elétrica acumulou alta de 4,64% nos últimos 12 meses até maio de 2026, reforçando a necessidade de investimentos em soluções capazes de reduzir desperdícios e otimizar o consumo energético. Em um setor em que câmaras frias, refrigeradores, freezers e vitrines refrigeradas operam praticamente de forma ininterrupta, pequenas melhorias de eficiência podem representar economias significativas ao longo do ano.


Degelo eficiente

 O setor tem voltado sua atenção não apenas para compressores mais modernos ou fluidos refrigerantes de menor impacto ambiental, mas também para processos que historicamente receberam menos atenção, como os ciclos de degelo dos equipamentos. Essencial para manter a capacidade de troca térmica dos evaporadores, o degelo remove o gelo que se acumula naturalmente nas serpentinas durante a operação dos sistemas de refrigeração. Quando realizado de forma inadequada, pode aumentar o consumo energético, reduzir a eficiência dos equipamentos e elevar os custos operacionais. Uma das tecnologias que vem ganhando espaço nesse cenário é o Hot Gas Defrost, ou degelo por gás quente. Diferentemente dos métodos convencionais, o sistema aproveita o calor já produzido pelo compressor durante a operação normal da instalação. Por meio de válvulas e controles eletrônicos, o gás refrigerante em alta temperatura é redirecionado temporariamente para o evaporador, promovendo o degelo de forma mais eficiente e reduzindo a necessidade de energia adicional para realizar o processo.


Economia Energética 

 Estudos técnicos da Danfoss indicam que sistemas de Hot Gas Defrost podem proporcionar economias de energia entre 5% e 10% quando comparados a métodos convencionais de degelo, dependendo da aplicação e da estratégia de controle adotada. Além da redução do consumo energético, a tecnologia contribui para ciclos de degelo mais rápidos, menor utilização de resistências elétricas e maior estabilidade térmica dos equipamentos, fatores importantes para operações que dependem da conservação adequada dos alimentos e da continuidade dos serviços.


 “A tendência é que a busca por eficiência energética continue impulsionando a adoção de tecnologias capazes de aproveitar recursos já disponíveis dentro dos próprios sistemas frigoríficos”, explica Daniel Seijas, Gerente de Desenvolvimento de Negócios na Danfoss do Brasil. "Os operadores de food service estão cada vez mais atentos ao custo total de operação dos equipamentos. O mercado percebeu que ganhos de eficiência não dependem apenas da troca de grandes componentes, mas também da otimização de processos recorrentes que acontecem diariamente dentro das instalações", finaliza.

30/06/2026

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