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Abrafarma reitera posição contrária à venda de medicamentos pelo Mercado Livre

 Após o Mercado Livre rebater as suspeitas apontadas pela Abrafarma (Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias) de que o marketplace estaria preparando uma estrutura para atuar no mercado de varejo farmacêutico, a Abrafarma emitiu um comunicado reiterando sua posição contrária à venda de medicamentos pela companhia. No documento, a entidade destaca parte do teor do dossiê apresentado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que diz que a operação não pode gerar sobreposição horizontal no mercado de varejo farmacêutico e não pode gerar integração vertical entre o mercado de varejo farmacêutico e o mercado de varejo multiprodutos por meio de plataforma online. 


Posicionamento da associação

  "A Abrafarma reforça, a partir da análise do processo que o Mercado Livre tem adotado para ingressar no comércio de medicamentos, que a plataforma Mercado Livre poderia vender medicamentos online, pois estaria adquirindo justamente o que lhe faltava para atuar diretamente neste mercado – autorização sanitária e presença de farmacêutico responsável, por meio do CNPJ da Cuidamos Farma", afirma a entidade. Para a associação, a aquisição da Target pode aproximar no futuro as atividades do marketplace na venda online de medicamentos com as operações da ex-controladora da farmácia - a Memed, plataforma para emissão de prescrições médicas digitais. "Diante do exposto, a Abrafarma ressalta que os marketplaces ainda demandam regulação e fiscalização mais rígidas para caminharem em direção ao comércio de produtos sensíveis e essenciais à saúde pública", completa.

10/10/2025

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