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Imagem destaque: Assaí entra no varejo farmacêutico e mapeia 250 unidades para os próximos anos
Belmiro Gomes, CEO do Assaí Atacadista (Créditos: Divulgação)

Assaí entra no varejo farmacêutico e mapeia 250 unidades para os próximos anos

  O Assaí Atacadista dará início oficialmente à sua operação no varejo farmacêutico com a inauguração da primeira unidade da Assaí Farma, localizada na unidade Anhanguera, em São Paulo. O projeto - que já representa um marco histórico para a companhia - foi apresentado ao mercado nesta quarta-feira (15), com a presença de Belmiro Gomes, CEO, Sérgio Leite, Diretor de Operação e Novos Negócios, e Vagner Moraes, Diretor de Farmácias do Assaí. “Não é somente a nossa primeira farmácia, mas é a primeira farmácia dentro do setor alimentar, depois de 30 anos de restrições”, afirma o CEO. O projeto visa aumentar o share of wallet da rede, aproveitando o fluxo de 40 milhões de clientes mensais – composto por 58% de vendas para clientes PF (Pessoa Física) e 42% para clientes PJ (Pessoa Jurídica). Para o plano de expansão, a companhia planeja abrir 25 unidades em São Paulo nesse segundo semestre.


 Dentre as unidades escolhidas estão as da Marginal Tietê, Tatuapé, Anchieta, São Bernardo e Teotônio Vilela, com potencial mapeado para 250 unidades nos próximos anos. Segundo o Diretor de Operações, essa rápida expansão nacional se deve à menor complexidade regional do setor farmacêutico em comparação ao de alimentos: "Nós pretendemos ter as farmácias no Brasil inteiro, até porque é diferente do segmento alimentar, em que há um consumo muito regional. A marca de arroz que se consome na zona leste de São Paulo é diferente da zona sul, e para os medicamentos, isso é diferente. A ‘molécula’ que se consome para tratar a pressão alta é a mesma aqui, e é a mesma no Paraguai. Dessa forma enxergamos a possibilidade de avançar rapidamente para esse grande parque de lojas".


Operação própria

  A escolha do Assaí Anhanguera para receber o projeto-piloto é estratégica, por se tratar da operação pioneira na série de conversões da rede Extra Hiper. Além das lojas, o Assaí Farma já nasce conectado ao ambiente digital, com um aplicativo próprio e com compras no formato de clique e retire (futuramente, com a possibilidade de entregas em domicílio por meio de parceiros). A operação é 100% própria - uma decisão tomada para que o Assaí mantenha o domínio dos dados e do relacionamento com o cliente, descartando parcerias com grandes drogarias tradicionais. A companhia conta com uma estrutura comercial e de compras independente, sob a liderança de Vagner Moraes, e com o abastecimento dos produtos estruturado a partir de negociações diretas com laboratórios nacionais, enquanto o fluxo logístico é feito por meio de distribuidores especializados.


Integração de serviços

  A farmácia estreia com uma área média de 120 metros quadrados e um mix superior a 10 mil SKUs. O foco da loja está dividido entre medicamentos, perfumaria, higiene, dermocosméticos e itens de suplementação alimentar. Além do e-commerce, o Assaí aposta no Espaço Cuidar +, uma sala de atenção farmacêutica dedicada à oferta de serviços de saúde, como aplicação de injetáveis, para além da venda de produtos. "A única coisa que inicialmente não teremos, e que as grandes redes têm, é a aplicação de vacinas (por conta de alguns aspectos da legislação). O restante nós teremos: teste para diabetes, glicose, pressão, Covid, Gripe e etc", afirma o Diretor de Farmácias, que também confirmou a venda das canetas emagrecedoras (à base de GLP-1) na rede.


Aproveitamento de infraestrutura

  A eficiência financeira por trás do projeto está na diluição de despesas operacionais já contratadas pelo atacarejo para manter a sua operação tradicional. Itens como aluguel, IPTU, segurança e limpeza, que pesariam significativamente na abertura de uma drogaria de rua convencional, são inteiramente absorvidos por conta da estrutura preexistente em que as farmácias estão inseridas. Conforme explica Belmiro, esses fatores concedem uma vantagem competitiva em relação aos players tradicionais do varejo farmacêutico. "Simplificando, quando a gente olha para a nossa estrutura, se olhar para essa loja, o aluguel já está aqui. A minha despesa de IPTU está aqui. A despesa de segurança está aqui - com farmácia ou sem farmácia. Então, aproximadamente 40% ou 30% da despesa de uma farmácia de rua, nós já temos dentro da operação", destaca o executivo.

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Créditos: Divulgação
15/07/2026

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