José do Egito Nega Movimento de Enfraquecimento do Atacado
Opinião do Presidente

O setor atacadista teve
queda real de 6,8% em 2015 e tem uma perspectiva de, no máximo, fechar este ano
com estabilidade. Porém, para o presidente da ABAD, José do Egito, os números
não representam um cenário de queda além da crise para o atacado distribuidor.
Segundo ele, é preciso ter cuidado ao analisar o mercado brasileiro como um
todo e saber separar as diferentes realidades que existem dentro do mercado
nacional.
Movimento a Favor
O Portal Giro News
questionou o presidente da entidade sobre os diversos movimentos que vem
acontecendo no mercado (relacionadas
nessa matéria) e quão danosas poderiam ser essas mudanças para o setor
atacadista. Na avaliação dele, existe também um movimento de fortalecer o
atacado. "Eu não acredito em enfraquecimento. Nós somos a ligação entre a
indústria e o pequeno varejo. Justamente por isso, a indústria está preocupada
e investindo em nós para tornar o varejo independente mais preparado, sobretudo
para enfrentar o avanço dos grandes players. Então nós estamos vendo uma
movimentação muito grande da indústria de estar mais próximo à gente", analisou.
Outros Pontos Favoráveis
José do Egito destacou
outros três pontos que tem contribuído para o desenvolvimento e, ao invés de
queda, fortalecimento do setor. "Primeiro, nós estamos vendo um crescimento
significativo das empresas de médio porte, que são aquelas regionais que
atendem de maneira mais próxima os clientes; outro ponto é que em diversos
locais do país as centrais de compras dos pequenos varejistas estão se
organizando mais justamente com o apoio do atacado, trazendo mais negócios para
nós e mais competitividade para esse varejista. Por fim, nosso setor agora está
iniciando um trabalho de frota compartilhada, onde um atacadista divide sua
carga com outro e reduz uma série de custos que só beneficia também", concluiu.
