Hipers Tentam se Reinventar
Crise de Identidade
Se o Cash & Carry é a
grande estrela do momento, o hipermercado é um dos formatos que mais sofre. Em
2015, de acordo com dados da Abras, as lojas de 20 a 49 checkouts sofreram
retração de 1% e as com 50 ou mais checkouts uma queda de 0,6%. Diante do
cenário, o hiper é sem dúvida o formato que mais tem sofrido mutações. Desde
2015, houve um crescente esforço de renovação, conversões para formatos de cash
& carry, criações de novos conceitos e fechamento de lojas.
Agravante
Em entrevista ao Jornal
Giro News, o diretor de operações da Multivarejo, Marcos Samaha, destacou um
ponto importante para justificar um dos maiores problemas dos hipers: os não
alimentos. Segundo o executivo, esse é hoje o maior desafio da empresa com as
lojas do Extra. Porém, na avaliação de Samaha, se hoje o cenário não é bom, o
formato será um dos mais favorecidos do canal alimentar com a retomada da
economia no pais. "Eu diria que o cenário pode ser mais animador muito mais
na questão do setor de não alimentos, já que essas categorias incluem produtos
que dependem do cliente poder fazer um crediário, ter uma estabilidade e um
cenário estável na economia para ele poder se comprometer com parcelas todo
mês", afirmou.
