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Imagem destaque: Anamaco alerta sobre impactos do fim da escala 6×1 no varejo de construção
Créditos: Magnific

Anamaco alerta sobre impactos do fim da escala 6x1 no varejo de construção

  Para a Associação Nacional de Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), entidade que representa 160 mil lojistas no país, o fim da escala 6x1 precisa ser debatido com equilíbrio para que a busca por mais qualidade de vida não produza efeitos negativos sobre a manutenção dos empregos. A preocupação está atrelada a custos operacionais, funcionamento das lojas e necessidade de reorganização de equipes. "No varejo de material de construção, essa preocupação é considerada especialmente sensível. O setor é formado majoritariamente por pequenos e médios negócios, empresas familiares e operações regionais que dependem de atendimento direto ao consumidor, funcionamento aos sábados, entrega de mercadorias, reposição de estoque, logística e equipes presenciais", analisa a associação.

 

Forte pressão para pequenos lojistas

  Segundo um estudo do Instituto de Pesquisas Anamaco, o Brasil contava com 160.627 lojas varejistas de material de construção ao final de 2025. O levantamento também aponta faturamento de R$ 238,9 bilhões no ano passado, com crescimento nominal de 2,4% em relação ao ano anterior. O varejo de material de construção representa aproximadamente 1,88% do PIB nacional, enquanto a cadeia da construção corresponde a cerca de 6,6% do PIB brasileiro. A entidade alerta que a redução da jornada sem redução salarial pode exigir novas contratações para manter o mesmo horário de funcionamento e nível de atendimento. Para empresas maiores, esse impacto pode ser administrável. Para pequenos e médios lojistas, porém, a mudança pode representar aumento de custos em um momento de forte pressão sobre o caixa. 

 

Responsabilidade social

  A Anamaco defende que o Senado aprofunde a discussão, com participação do setor produtivo, trabalhadores, entidades representativas e especialistas. Entre os pontos considerados essenciais estão regras de transição, análise de impactos por porte de empresa, diferenciação setorial e medidas de estímulo à manutenção dos empregos formais. "Lideranças de diferentes regiões do país relataram o mesmo ponto de atenção: a redução da jornada, sem uma transição adequada e sem considerar o porte das empresas, pode pressionar especialmente os pequenos e médios lojistas, que trabalham com equipes enxutas e margens reduzidas”, afirma Julio Pereira, CEO do Sistema Anamaco.


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01/06/2026

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