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Imagem destaque: Varejo digital busca eficiência para superar desafios econômicos
Crédito: Divulgação / Wake

Varejo digital busca eficiência para superar desafios econômicos

 O varejo digital brasileiro enfrenta mais um ano de desafios, marcado por pressões econômicas e políticas, e pela necessidade de reinvenção. Além disso, 2026 exige atenção devido a movimentações de feriados, Copa do Mundo e eleições, que acabam impactando o setor. A análise é de Mariana Tahan, Diretora de Marketing da Wake, empresa de tecnologia especializada em soluções digitais para o varejo. Diante de margens cada vez mais apertadas e mudança no poder de compra, os varejistas buscam eficiência para manter a operação sustentável. 


  “Todo o varejo está tendo que se reinventar e buscar eficiência para melhorar essa questão de margem. Então, buscam eficiência em processos, na loja física, no e-commerce e em tecnologias para melhorar custos e conseguir girar o estoque”, afirma a executiva, em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News. Entre os segmentos atendidos pela Wake, moda e vestuário são os que enfrentam maiores dificuldades. “Esse é um setor que tem a questão de sazonalidade, de estação, e acaba tendo muito estoque que precisa girar. E hoje tem muita concorrência. Mesmo com produtos mais premium ou menos, é um setor que tem muita concorrência”, observa Mariana. 


Jornada integrada

  Para a evolução do varejo, a executiva vê oportunidades na integração de canais. “Tem muito espaço ainda para integrar a loja física com o e-commerce. Por mais que seja óbvio esse discurso omnicanal, não é uma realidade no varejo brasileiro. Muitas vezes você vai em uma loja física e não consegue comprar porque ela não está integrada ao estoque do CD ou de outra loja. Isso ainda é muito constante no Brasil, inclusive em marcas grandes”, explica. A Wake aposta no conceito de unified commerce, focado na integração de todos os canais em uma única operação. “Não adianta mais o varejo olhar cada parte separada. O que a gente busca é justamente oferecer eficiência para ajudar nessas questões de margem, crescimento e giro de estoque”, ressalta a diretora. Dados de uma pesquisa da Wake e do Opinion Box materializam essa jornada híbrida: 61,6% dos consumidores usam mais de um canal em suas compras.


IA na prática

  A empresa também acompanha tendências como agentes autônomos baseados em inteligência artificial, mas alerta para os desafios de implementação. “Os dados têm que estar organizados e limpos, porque o agente de IA vai buscar informações bem estruturadas dentro da base de dados do cliente. Esse é o grande desafio hoje para qualquer varejista, não só para o brasileiro, mas para as empresas de fora também”, afirma. Em um cenário de rápida evolução, a inteligência artificial deve estar cada vez mais presente na jornada do varejo. “A IA não vai eliminar pessoas, mas vai acelerar processos que demoravam dias.” Em contrapartida, na visão da executiva, há casos em que é necessário ir além da tecnologia. “Muitos clientes ainda pedem um atendimento diferenciado. As empresas usam IA, mas em algum ponto o lado humano tem que entrar também”, conclui Mariana.

16/03/2026

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