05/01/24
O plano de recuperação judicial da Americanas foi aprovado com adesão de 91,14% dos credores, que representam 97,19% das dívidas da companhia, de R$ 42,5 bilhões. A proposta determina uma injeção de capital de R$ 12 bilhões pelos acionistas de referência em novos recursos, com adiantamento de R$ 3,5 bilhões do montante total em até 15 dias após a data de homologação, para viabilizar os primeiros pagamentos previstos no plano. Além disso, a varejista reforçou a intenção de vender ativos como Hortifruti Natural da Terra e Uni.co, e estabeleceu diferentes prazos e modalidades de pagamento para cada tipo de credor.
20/12/23
O número de clientes ativos da Americanas caiu para 41,56 milhões em novembro deste ano, contra 49,12 milhões de clientes em dezembro de 2022. Foram 7,5 milhões de clientes perdidos, com uma queda de 15,4%. O número começou a cair mensalmente em janeiro deste ano, quando a companhia divulgou "inconsistências contábeis" bilionárias e entrou em recuperação judicial. Já a base de lojas da varejista encolheu 6,5% no período, saindo de 1.882 unidades no ano passado para 1.759 pontos de venda no último mês. No início de dezembro, a Americanas demitiu 5.500 funcionários em uma semana.
19/12/23
A 4ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro indeferiu o pedido do Banco Safra para anular o plano de recuperação judicial da Americanas. Há uma semana, o Safra protocolou uma ação questionando a legalidade da recuperação judicial da varejista, onde também denunciava cinco tentativas de fraude. Na decisão, a companhia recebeu aval para seguir com a convocação da assembleia geral de credores para os dias 19 de dezembro deste ano e 22 de janeiro de 2024. "Em relação à decisão anunciada, o Safra respeita, mas mantém-se confiante quanto a outras frentes que se encontram na Justiça", comentou o banco.
13/12/23
Na semana de 27 de novembro a 03 de dezembro, a Americanas desligou 5.526 funcionários. Dentro desse montante, as demissões incluem 306 desligamentos voluntários e 4.876 términos de contratos temporários. Por outro lado, 359 funcionários foram admitidos. No relatório, a companhia afirma que o número de demissões ficou em linha com os períodos anteriores à recuperação judicial e ainda reforçou a sazonalidade de seu quadro de funcionários em função das oscilações do mercado de varejo, como em épocas comemorativas. Para o Natal, a varejista abrirá 7 mil vagas temporárias, a fim de reforçar a operação no período.
08/12/23
O Banco Safra protocolou uma ação na Justiça para questionar a legalidade do plano de recuperação judicial da Americanas. No documento, o banco diz que a Americanas propôs um plano "deficiente", e que busca evitar que os credores continuem investigando as verdadeiras causas das fraudes na empresa. A instituição financeira solicita que sejam excluídas 20 cláusulas do plano de recuperação judicial, além do Plan Support Agreement (PSA), que foi anunciado em novembro - onde os principais credores da companhia concordavam com as condições para que o pagamento total da dívida (R$ 42,5 bilhões) fosse efetuado.
05/12/23
A Americanas encerrou outubro com 1.759 lojas, ante 1.779 ao final de setembro. Foram fechadas 121 unidades entre janeiro e outubro, totalizando 123 operações descontinuadas nos últimos 12 meses. Já o número de clientes ativos era de 42.052.085 ao final de outubro, 0,78% menor que o número de clientes mantidos no mês anterior. A varejista encerrou outubro com dívida de R$ 21,177 bilhões e caixa disponível de R$ 1,104 bilhão, valor 7,62% menor do que o registrado em setembro, quando contabilizou R$ 1,195 bilhão. Durante outubro, assim como vem acontecendo desde julho, não houve desembolso para pagamento de dívidas.
04/12/23
A Americanas anuncia a conclusão do acordo entre seus principais credores financeiros, para apoio à aprovação do plano de recuperação judicial. O acordo prevê a capitalização de R$ 24 bilhões, sendo R$ 12 bilhões pelos acionistas de referência e outros R$ 12 bilhões em conversão de dívida pelos credores. "Este acordo é um marco importante de nosso processo de recuperação judicial e um significativo progresso da Americanas no caminho para a nossa meta de emergir como uma empresa mais forte, mais competitiva", comenta Leonardo Coelho, CEO da Americanas. A varejista espera ter a adesão de mais de 50% dos credores ao acordo.
27/11/23
Para acompanhar o movimento e a conveniência do consumidor em uma das datas mais esperadas do varejo - a Black Friday -, os grandes players do mercado estão investindo fortemente em logística. Segundo um levantamento feito pela Confi.Neotrust, encomendado pelo Mercado Pago, a otimização logística tem sido destacada como atributo chave no momento da compra. Para 75% dos entrevistados, o frete gratuito é um atrativo na hora de fechar o pedido, sendo que 1 em cada 3 consumidores veem a entrega rápida como fator decisivo de compra. Para o Mercado Livre, a estratégia é cada vez mais trazer uma experiência de 'quase loja física' para o consumidor com as entregas rápidas.
24/11/23
A Americanas pode receber uma capitalização de R$ 24 bilhões. Segundo informações de mercado, a varejista estaria próxima a fechar um acordo com bancos e acionistas, no qual o Itaú, o Santander, o Bradesco e o Banco do Brasil converteriam parte de seus créditos em até R$ 12 bilhões em ações da companhia. O restante dos créditos deverá seguir o fluxo de pagamentos, em parcelas e com descontos, dentro do processo de recuperação judicial. Além disso, as informações indicam que os acionistas Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira colocariam até R$ 12 bilhões na Americanas.
22/11/23
Depois de adiar por quatro vezes a apresentação dos resultados, a Americanas divulgou o balanço de 2022 nesta semana. A varejista teve prejuízo de R$ 12,9 bilhões, o que corresponde a uma alta de 108% em relação às perdas de R$ 6,2 bilhões registradas em 2021. A receita líquida subiu 14,6% na comparação anual, para R$ 25,8 bilhões, enquanto o Ebitda - lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização - negativo foi de R$ 6,1 bilhões, uma alta de 82% sobre o Ebitda de 2021, de R$ 3,4 bilhões. Ao final de 2022, a Americanas totalizava patrimônio líquido negativo de R$ 26,7 bilhões e dívida líquida real de R$ 26,3 bilhões.
16/11/23
A Americanas suspendeu as negociações para a venda do Hortifruti Natural da Terra. A varejista estava em negociações exclusivas com o St. Marche, em uma transação que movimentaria cerca de R$ 700 milhões. Em comunicado ao mercado, a companhia afirma que "está em discussões com o potencial interessado no HNT para formalizar, de comum acordo, o encerramento do período de exclusividade previamente negociado entre as partes". Segundo a Americanas, a suspensão do processo visa manter seus times concentrados na aprovação do plano de recuperação judicial, bem como nas demonstrações financeiras de 2021 e 2022.
07/11/23
O St. Marche, rede de supermercados de bairro, está em fase de negociação exclusiva para a aquisição do Hortifruti Natural da Terra, controlado pela Americanas. Segundo informações do jornal Valor Econômico, a venda deverá ficar em torno de R$ 700 milhões. A operação depende de financiamento, que ainda está em discussão, e deve ser feita via Unidade Produtiva Isolada (UPI), como parte da recuperação judicial. Com a compra, o St. Marche terá, além de suas 31 unidades, mais 75 lojas pertencentes às bandeiras Hortifruti, que é concentrada no Rio de Janeiro, e Natural da Terra, que atua em São Paulo.
03/11/23
Para dar suporte à alta de vendas esperada para a Black Friday, a Americanas vai ampliar a solução de caixas de autoatendimento. O projeto prevê a expansão do self-checkout para 15% das lojas físicas e a implementação de 1.200 totens até 2024. Do total, 150 passarão a operar até a Black Friday (24 de novembro). Atualmente, a solução é responsável por cerca de 35% das finalizações de compras em unidades onde a tecnologia está presente. A estratégia de Black Friday também prevê o reforço das operações em lojas e centros de distribuição com a contratação de mais de 7 mil colaboradores temporários.
01/11/23
A varejista Americanas obteve autorização da Justiça do Rio de Janeiro para desfazer a joint venture com a Vibra Energia, para a exploração do negócio de lojas BR Mania. O negócio vinha sendo desenvolvido por meio da Vem Conveniência S.A e seu encerramento foi anunciado em agosto e, agora, aprovado pela Justiça. Com isso, as lojas de proximidade com a bandeira Local voltam para a Americanas, que receberá um pagamento de R$ 192 milhões. Já a gestão das unidades BR Mania retorna à Vibra.
31/10/23















