CEO da Plurix projeta redução da rotatividade de funcionários com o fim da escala 6x1
As redes do varejo alimentar vem passando por dificuldades na contratação e retenção de mão de obra, nas redes controladas pela Plurix, por exemplo, metade dos trabalhadores deixam seus cargos todo ano, atrapalhando a produtividade das redes. De acordo com Jorge Faiçal, CEO da Plurix, a alta rotatividade está atribuída ao momento de "pleno emprego" do país, com índice de desemprego de 5,2%. "Há quadros operacionais bastante desafiadores, como frente de caixa e repositores de gôndola", afirma Faiçal. "A gente estuda bem de perto a eventual mudança da jornada 6x1, que pode trazer custos adicionais para o varejo, mas também uma redução do nosso 'turnover' de 50%, que é muito alto."
Ano eleitoral
O CEO também apresenta preocupações com a chegada das eleições deste ano, mesmo com um cenário positivo para as vendas. "O consumo é um propulsor da popularidade dos governos e ajuda a eleger", diz. Mas o ambiente político polarizado exige cautela. "Há muita disputa nos estados em que a gente está presente e no próprio governo federal, o que pode trazer efeitos colaterais não tão positivos para a sociedade", diz Faiçal.
Vendas em ascensão
A Plurix, criada pela gestora Pátria Investimentos, comprou o controle de empresas familiares donas de supermercados, que enfrentavam problemas de sucessão ou financeiros, agravados com a expansão acelerada na pandemia, que comprometeu o negócio quando a taxa Selic atingiu dois dígitos. A empresa controla as redes Amigão, Avenida, Superpão, Compre Mais, Boa, Dom Olívio, Paraná e Paraná Atacadista. O ano de 2025 deve representar vendas na base de R[conteudo]nbsp;10,2 bilhões para a Plurix, em 2024, o faturamento foi de R$ 9,4 bilhões. Para o consultor Alberto Serrentino, da Varese Retail, a compra do Amigão, em 2024, ajudou a Plurix a dobrar de tamanho. "Eles não fazem apenas operações de M&A, estão construindo um negócio consistente, com integrações graduais, procurando preservar um alto grau de independência em cada rede", diz o especialista.
Novas aquisições
Para 2026, Faiçal projeta a conclusão de mais duas aquisições "Temos muitas conversas no forno, onde preço [do negócio] sempre é uma parte importante da discussão." Em 2025, a empresa abriu 12 lojas e avançou no comércio eletrônico, criando uma operação digital para cada uma das bandeiras. "O percentual das vendas on-line ainda é baixo, 2%, mas tem crescido rápido". Também criou uma marca própria, Nida, presente em todas as bandeiras. As informações são da Folha de São Paulo.
