Arroz e feijão ainda são destaques na alimentação do brasileiro
O arroz e o feijão seguem como os alimentos mais consumidos pelo brasileiro, segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A relevância dessa combinação se mantém tanto do ponto de vista nutricional quanto econômico, especialmente em um cenário de atenção ao custo dos alimentos. Ao mesmo tempo, levantamentos de comportamento de consumo indicam que uma parcela específica da população tem buscado produtos que atendam necessidades particulares. Segundo a pesquisa Tendências de Consumidores 2025, da GS1 Brasil, a proporção de consumidores que observam a presença de alergênicos como glúten e lactose nos rótulos subiu de 40% para 48% nos últimos três anos, refletindo maior atenção à composição dos alimentos.
Protagonistas na alimentação
“É importante deixar claro que o arroz e o feijão continuam sendo protagonistas na alimentação do brasileiro, tanto pela qualidade nutricional quanto pelo preço acessível. O que observamos é o surgimento de demandas específicas, de públicos com restrições alimentares ou preferências particulares, que passam a buscar alternativas complementares”, afirma Rodrigo Gross, Diretor Nacional de Vendas da Josapar. “O desafio da indústria é fortalecer o básico, que é essencial, e ao mesmo tempo estar preparada para atender esses nichos.”
Saudabilidade em destaque
Segundo dados da Scanntech, categorias de produtos com apelo saudável — como integrais, sem glúten, sem açúcar e opções vegetais — representam atualmente cerca de 11% do faturamento do varejo alimentar brasileiro, concentradas em um público específico de consumo e com crescimento acima da média do mercado tradicional. “Esses movimentos mostram que a alimentação do brasileiro se apoia em uma base sólida, construída em torno do arroz e do feijão, enquanto camadas adicionais surgem para atender necessidades muito específicas. Para a indústria, isso significa responsabilidade de garantir qualidade, segurança e acesso ao alimento essencial, sem deixar de olhar para a diversidade de perfis que compõem o consumo hoje”, conclui Gross.
