Com conexão B2B, startup dá visibilidade a marcas emergentes no varejo
De um lado, negócios emergentes com dificuldade em acessar o varejo e, do outro, varejistas que querem descobrir novas marcas. Neste cenário, nasce a LinkeMe, startup que se propõe a ser o elo entre os dois segmentos, além de conectar as indústrias a representantes comerciais. “A nossa ideia é simplificar e dar visibilidade para um mundo de marcas que, muitas vezes, não conseguem chegar ao varejista. Essa é uma dor do varejo: descobrir e se conectar com essas marcas”, relata Renata Naddeo, fundadora da LinkeMe, em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News. Com cinco meses de operação, a plataforma soma cerca de 60 marcas. A ferramenta é gratuita para o varejista e, além de ser usada como canal de comunicação, possibilita a abertura de oportunidades como parcerias para marca própria, projetos de revisão de categoria, eventos e oportunidades sazonais. A base de varejistas inclui nomes como Dia, Grupo Pereira, Mundo Verde, Febrafar e Soneda.
Marcas parceiras
Inicialmente, boa parte do portfólio da LinkeMe é composto por negócios com propósito de saudabilidade. Segundo a fundadora, trata-se de uma categoria em alta e muito buscada pelos varejistas. “Focamos em marcas novas, que surgiram no mercado nos últimos anos e não aparecem no radar dos grandes varejistas. Geralmente elas têm e-commerce próprio, são nativas no digital - onde têm comunidades engajadas - e estão em fase de expansão para o varejo”, explica Renata. Além de alimentos e bebidas, a plataforma conta com cosméticos e produtos para bem-estar e longevidade. Fazem parte da ferramenta empresas como: HolyFoods, que oferece refeições saudáveis, naturais e práticas; KHOR, de cosméticos limpos com bioativos de algas; e Color Andina Foods, que produz alimentos à base de ingredientes andinos. Outros destaques são a Cuíca, que cria alimentos e bebidas vegetais a partir de ingredientes nativos dos biomas brasileiros; e a KOTE Skincare, marca de beleza limpa, vegana e sem toxinas.
Planos de crescimento
Agora, o foco da LinkeMe é gerar valor para as marcas. Para isso, a startup investe na criação de comunidades entre as indústrias e parcerias como a feita com o Instituto Mulheres do Varejo, para buscar oportunidades de investimentos na Naturaltech, feira de produtos naturais realizada neste mês. No varejo, o objetivo é atrair mais clientes tanto nos canais alimentar e farmacêutico, que são o foco principal, quanto em segmentos diversos como o mercado pet. “Em 2025, vamos consolidar o modelo no Brasil, aumentando a base de varejistas e marcas. Em meados de 2026, temos um plano de internacionalização para fazer com que as marcas que estão prontas para expansão fora do país consigam ter visibilidade nos Estados Unidos”, antecipa a empresária. Além disso, estão sendo desenvolvidas novas funcionalidades, que devem entrar na plataforma nos próximos meses, com foco principal em eventos.
Oportunidades no varejo
Em abril, a LinkeMe foi selecionada para participar da primeira edição do GPS - Grupo Pereira Startups. Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento da inovação aberta e cocriar soluções tecnológicas voltadas ao varejo alimentar, a iniciativa oferece conteúdos, workshops e mentorias com especialistas do Grupo Pereira. “Tem sido muito positivo. Temos um gigante do varejo usando a plataforma e dando feedbacks. Conseguimos ouvir e implementar melhorias de usabilidade e novas funcionalidades, não só com o Grupo Pereira, mas com todos os varejistas que estão chegando na plataforma”, comenta Renata. Outras oportunidades observadas no varejo são formatos diferenciados de exposição, já trabalhados no mercado internacional. “Nos Estados Unidos, algumas redes têm áreas destinadas para novidades, que servem como testes para novas marcas. É uma oportunidade que o varejista brasileiro poderia fazer”, finaliza a fundadora.
