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Porquê Magalu, Via e Americanas Estão em Queda

Derretimento das Ações

Destaque Porquê Magalu, Via e Americanas Estão em Queda
Destaque Porquê Magalu, Via e Americanas Estão em Queda

Texto: Júlia Pestana

O e-commerce foi um caminho de prosperidade para as empresas no período da pandemia, entre elas estão o Magazine Luiza, a Via e a Americanas. Porém, algumas expectativas não se concretizaram e, desde o terceiro trimestre de 2021, as ações destas companhias têm apresentado quedas. Segundo a B3, apenas neste ano, o Magalu acumula queda de 16,6% e, em 12 meses, os papéis caíram mais de 75%. A Via também enfrenta queda de 27,81% neste ano e, nos últimos 12 meses, registrou redução de 68,7%. Por sua vez, a Americanas, que anunciou fusão das plataformas digitais da B2W (Americanas.com, Submarino e Shoptime) com a rede física no ano passado, acumula queda de 62,01% no ano.

Causas do Derretimento

A junção de diversos fatores contribui para este cenário, como a alta da Selic, a redução da renda do consumidor e os ruídos políticos. Nesta gama, o setor mais impactado é justamente o de categorias fundamentais para estes perfis de loja, tendo em vista que, muitas vezes, os produtos vendidos não são itens de primeira necessidade. O peso de bens duráveis para o Magazine Luiza e a Via representa 60% das receitas. Ainda, para somar ao fraco desempenho, a conjuntura global da guerra entre a Ucrânia e a Rússia impactou no preço do frete. O cenário nacional também apresenta instabilidade inflacionária e a competição está maior entre empresas tradicionais e novas entrantes no mercado, como Mercado Livre, AliExpress e Shopee.

Projeções
Segundo analistas do portal de investimentos E Investidor, a expectativa é que a inflação arrefeça e os juros voltem para um patamar mais confortável no médio prazo. Com isso, os resultados das empresas podem melhorar. As companhias também podem se beneficiar do corte de cerca de 25% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Porém, o cenário apenas ficaria mais claro para as varejistas a partir de 2023. Para outros analistas de mercado, o foco dos investidores não será mais o segmento de e-commerce, e sim o de commodities, além de novos segmentos e aquisições.

08/04/2022

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