Americanas, Dia e St Marche se destacam em um novo capítulo de recuperação do varejo
O mercado vivenciou nos últimos anos diversos casos de empresas entrando em processos de recuperação judicial. Em 2026, porém, este cenário começou a mudar, com destaque para três varejistas. Nesta semana, por exemplo, a Americanas solicitou sua saída do processo de recuperação judicial. Movimentações semelhantes foram feitas pelas redes supermercadistas Dia e St. Marche recentemente, reforçando ações de reestruturação e retomada no setor varejista. Saiba mais sobre a situação atual de cada uma das empresas abaixo.
Americanas
Após três anos, a Americanas pediu à Justiça o fim de sua recuperação judicial. A varejista havia entrado no processo em janeiro de 2023, com dívidas da ordem de R$ 43 bilhões, após vir à tona um rombo contábil de R$ 25,3 bilhões, que teria sido praticado por anos pela sua antiga diretoria. A recuperação judicial foi homologada pela justiça em fevereiro de 2024. O pedido ocorre após conclusão da venda da Uni.Co, dona das marcas Imaginarium e Puket, por R$ 152 milhões.
Grupo Dia
No início deste mês, o Grupo Dia pediu à Justiça de São Paulo o fim antecipado de sua recuperação judicial, marcado para outubro deste ano. A rede afirmou ter cumprido as obrigações do plano cujos vencimentos ocorreram dentro do período de fiscalização estabelecido, que é de dois anos. A varejista alega que todos os credores elegíveis para pagamento até outubro deste ano e com dados bancários informados foram pagos. Além do cumprimento das metas, o Dia alega uma melhora operacional. O pedido de recuperação judicial ocorreu em março de 2024, uma semana após anunciar o fechamento de 343 lojas no país. Ao todo, a dívida incluída na recuperação equivale a mais de R$ 1 bilhão.
St. Marche
Em outubro de 2025, a Justiça de São Paulo deu aval para a rede de supermercados St. Marche sair da recuperação extrajudicial. A empresa havia entrado no processo em abril do mesmo ano, com dívidas declaradas de cerca de R$ 532 milhões. Desde o início do processo, o St Marche recebeu uma capitalização de R$ 90 milhões por meio de um DIP, tipo de empréstimo feito para empresas em dificuldade financeira. Em fevereiro desse ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) suspendeu a homologação do plano de recuperação extrajudicial da rede. A decisão interrompe, por ora, a tentativa do St. Marche de avançar com a reestruturação fora do modelo tradicional de recuperação judicial.
