ABLOS e IDV defendem manutenção da "taxa das blusinhas"
Mais de 50 entidades representativas de trabalhadores e empresas, lideradas por associações como ABLOS (Associação Brasileira de Lojistas Satélites de Shoppings), IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) e CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), assinaram um manifesto em defesa da isonomia tributária e da manutenção do imposto de importação sobre plataformas estrangeiras de e-commerce, conhecida como taxa das blusinhas. O documento alerta que a revogação da medida pode gerar uma perda anual de R$ 42 bilhões na arrecadação federal e ameaçar o recorde histórico de menor desemprego no país, que atingiu 5,1% ao final de 2025. Segundo o manifesto, as plataformas internacionais operam com uma carga tributária de aproximadamente 45%, enquanto o varejo e a indústria nacionais suportam uma incidência de 90%.
Impacto no Varejo de Shopping
A ABLOS destaca que a concorrência desigual afeta diretamente os lojistas físicos, que enfrentam custos operacionais e tributários superiores aos dos sites estrangeiros. O presidente da entidade, Mauro Francis, afirma que os avanços recentes ajudaram a reduzir distorções históricas, permitindo que o varejo de vestuário e calçados registrasse crescimento real de 5,5% entre agosto de 2024 e junho de 2025. O setor projeta investir R$ 100 bilhões no Brasil em 2026, montante que as entidades consideram estar sob risco caso haja retrocesso na legislação atual.
