Varejo Físico: o Desafio de Oferecer Uma Melhor Experiência ao Cliente e Reduzir Custos
*Por
Ricardo Perdigão, diretor da Tecnocomp
O
avanço da tecnologia no varejo gerou uma série de impactos positivos na
experiência de compra e venda, com inúmeros benefícios para varejistas e para
clientes. Em geral, é o e-commerce que vem em primeiro lugar quando varejistas
discutem o impacto no mercado.
O
crescimento do e-commerce, principalmente na época mais restritiva da pandemia,
mostrou que os clientes costumam valorizar a conveniência e o poder de escolha.
Mesmo assim, o varejo físico prosperou e continua a desafiar as previsões de
"morte das lojas físicas", estimulada por uma participação crescente das vendas
de comércio eletrônico no varejo.
Varejistas
físicos adotam novas tecnologias em um ritmo muito mais rápido do que antes. No
entanto, pode ser complicado acompanhar esse cenário, porque sempre há novas
tendências. E o que foi relevante no ano passado pode não ser mais importante
este ano. É necessário estar atento.
Outro
ponto a ressaltar é a importância de compreender profundamente a relação
inovação-varejo e entender como o mercado mudou, de acordo com o impacto de
tecnologias inovadoras.
Tecnologia
impulsiona o varejo físico e a experiência
As novas
tecnologias podem ser aproveitadas para aprimorar a experiência do cliente e
tornar as lojas físicas destinos atrativos. Segundo pesquisa da Capgemini -
"Smart Stores - Rebooting the retail through in-store automation" -, quase seis
em cada 10 consumidores preferem comprar em uma loja que adota tecnologias para
tornar a experiência mais divertida e envolvente, conectando mundos off-line e
on-line. Os clientes esperam uma experiência de compra completa, que você pode
oferecer com a ajuda da tecnologia.
Com
sistemas confiáveis, que entregam informações sobre mercadorias e clientes em
tempo real, o consumidor tem as suas necessidades atendidas, como entrar e sair
de uma loja rapidamente, descobrir novos produtos interessantes ou experimentar
uma interação aprimorada com um vendedor.
O
estudo também indica que a maioria dos consumidores recompensaria uma loja a
visitando com mais frequência ou comprando mais se a tecnologia ajudar em sua
jornada no estabelecimento. Quase metade (46%) dos consumidores também estão
dispostos a mudar seus hábitos de compra migrando de um varejista totalmente
on-line para um varejista com lojas físicas que adote sistemas que facilitem a
experiência.
Tecnologia
e pessoas precisam estar alinhadas
A
importância do uso da tecnologia para aprimorar a experiência do cliente no
varejo físico é destaque para analistas da consultoria Deloitte, no estudo
"Tecnologia e pessoas aliadas na evolução do varejo". Ainda que canais digitais
estejam sendo amplamente explorados para a promoção e a efetivação de compras
on-line, há experiências na jornada de compra, de qualquer lado do balcão, em
que se deve privilegiar a interação humana. Entre essas experiências, o atendimento
ao cliente, externo e interno, é um dos aspectos mais críticos.
Quando
quer solucionar dúvidas ou ter mais informações sobre os produtos, serviços ou
sistemas, o cliente tem a expectativa de ser atendido por uma pessoa, ainda que
o canal seja digital - chat, aplicativo, etc. E é preciso contar com
especialistas para esse atendimento, o que destaca a importância do treinamento
dos profissionais que atuarão nesse campo.
Mas o
varejista precisa treinar seus funcionários em técnicas de vendas, vantagens de
seus produtos e outros assuntos relacionados à marca. Por outro lado, não
precisa contar com funcionários fixos treinados na manutenção de seus ativos e
sistemas de gestão de estoque, pagamento etc. Esse suporte deve ser prestado
por um fornecedor de Service Desk terceirizado, garantindo a confiabilidade
dessa área e de toda a infraestrutura de TI que atende as operações.
Além
das tecnologias voltadas diretamente para um melhor atendimento, os analistas
também destacam a necessidade de adoção de soluções de Cloud, Business
Intelligence, Automação e RPA (Robotic Process Automation), além de soluções de
inteligência artificial e cognitivas, para reduzir custos e aumentar a
competitividade.
O
desafio é que, para atingir esse patamar, alinhando tecnologia e pessoas, é
preciso contar com um ecossistema para inovar e identificar as melhores
soluções que vão realmente gerar valor para os negócios, aumentando vendas,
melhorando a experiência dos clientes e funcionários e, principalmente,
reduzindo seus custos. Esse é o cenário ideal para investir nas parcerias.
