Varejo Alimentar em Pleno Crescimento
*Por Edson Silva
Trabalhar
com varejo alimentar no Brasil é um desafio hercúleo. Há uma quantidade
enorme de fornecedores com elevado valor de marca e, consequentemente,
poder de negociação. Os processos de logística e gestão de estoque são
intrincados, isso sem citar os diversos tipos de embalagens, mix de
produtos e, é claro, os diferentes regimes tributários. É uma verdadeira
missão.
Mas
tanta resiliência traz recompensas. A principal delas é que este setor
assumiu protagonismo no dia a dia dos consumidores, em parte por causa
da pandemia do novo coronavírus. Ano passado, no auge das medidas
restritivas, o varejo alimentar - super, hiper, mercado, mini, lojas de
conveniência e hortifrutis, entre outros - se transformou em um dos
únicos pontos de contato das pessoas com o mundo exterior.
E
a consequência direta disso pode ser observada na participação de
mercado. Supermercados e hipermercados são responsáveis por cerca de 15%
das vendas totais do varejo no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro
de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar) e a Fundação
Instituto de Administração (FIA).
E
isso não é pouco. Por comparação, o chamado varejo ampliado, setor mais
importante da cadeia e que inclui o segmento de veículos, motocicletas,
partes e peças e materiais de construção, tem 37,8% do total das
vendas. Vale observar que não há empresas do ramo automotivo entre as
maiores do varejo. Isso mostra o quanto este mercado é diluído e
composto também por empresas de menor porte.
Curiosamente,
a maioria dos players do varejo alimentar ainda conta com processos
desconectados de sua cadeia de valor, sobretudo na relação com a
integração dos setores de compras, vendas, contas a pagar, contas a
receber, bancos e adquirentes. Isso gera impacto negativo nos resultados
das empresas e também nos fornecedores.
É
possível obter melhorias na gestão do fluxo de caixa, ampliar a sua
rentabilidade, reduzir custos financeiros e equalizar prazos de
recebimentos e pagamentos, por exemplo. Tudo a partir de uma avaliação
objetiva do negócio, associada à aplicação de planejamento inteligente e
uma automação de processos com resultados já comprovados no mercado.
Sabemos que é possível obter um aumento que pode chegar a 50% na última
linha do seu balanço empresarial, o resultado líquido da sua empresa.
São oportunidades para empresas de um setor com alto nível de
complexidade e que está em pleno crescimento.
Agora
é hora de buscar alternativas que melhorem margens e reduzam riscos.
Corrigir rotas, desvincular receitas dos determinantes tradicionais e
estar totalmente equilibrado entre os interesses do negócio e os novos
hábitos de consumo. Tudo isso sem esquecer que este setor emprega cerca
de 26% dos trabalhadores com carteira assinada no país, um contingente
de mais de 8,5 milhões de pessoas. O desafio e a responsabilidade são
grandes. Mas com o auxílio de soluções inteligentes e automatizadas, é
possível atravessar qualquer turbulência no caminho e manter constante a
rota para o crescimento exponencial.
*Edson Silva é presidente do Grupo Nexxees, holding que detém a Nexxera, gateway de transações financeiras e mercantis.
11/08/2021
