Vantagens do PIX para o E-commerce
*Por Jacob Gomes
O
PIX veio facilitar as transações financeiras, em um jeito fácil e
prático, podendo ser feito a qualquer momento, ou seja, 24h por dia, 7
dias por semana. Essa modalidade transfere recursos da sua conta
bancária para outra pessoa em apenas 10 segundos sem taxas como as
cobradas em TED e DOC, o que tem feito o brasileiro aderir a ele de uma
forma rápida.
No
primeiro trimestre de 2021, o número de transações pelo sistema foi 12
vezes maior que o uso de TED, de acordo com dados do Banco Central.
Aproximadamente 293 milhões de transações via PIX foram feitas, ao passo
que 53 milhões de TED foram executadas no mesmo período. Entretanto o
volume do PIX ainda é inferior, sendo R$ 229 bilhões movimentados versus
R$ 2,74 trilhões pela TED.
Regra
geral, não há limites para tais transações. O que se mostra com os
dados acima é uma adaptação do brasileiro ao novo sistema, o processo de
maturação que toda a tecnologia passa, inclusive o medo de fraudes, o
que já está no mapa das instituições.
Em
termos práticos, as transações utilizando o PIX podem ser realizadas a
partir de: chaves, dados bancários, QR Code estáticos, QR Code Dinâmico.
Essa tecnologia já está impactando todo o varejo, dos grandes aos
pequenos já oferecem o PIX como forma de pagamento, por isso, o
e-commerce não ficaria de fora.
Como o PIX vai impactar o segmento de e-commerce?
No
segmento e-commerce, em que a velocidade está no seu DNA, pela
facilitação das transações entre as pessoas, temos um grande impacto,
pois as empresas podem receber confirmação de recebimento em até 10
segundos, proporcionando uma saída da mercadoria em menos de um minuto
para o destino, e o principal: agora o lojista já pode contar inclusive
com o valor disponível na conta, o que antes não acontecia em instantes.
Essa
rapidez vai ampliar o pagamento sem o uso do cartão de crédito, ainda
grande responsável pelos pagamentos on-line. Isso será benéfico, pois
nem toda a população com conta em banco tem cartão, o que vai ampliar o
número de pessoas com potencial de compra nas lojas on-line.
Existe algum risco?
Não,
pois o PIX utiliza tecnologias de criptografia e autenticação. Sendo
assim, as instituições financeiras são obrigadas a possuir sistemas de
segurança adequados às orientações do Bacen para proteger a privacidade e
os dados dos clientes.
O
PIX é realizado 100% dentro do aplicativo do banco, portanto não deve
ser preenchido fora desse ambiente, e claro, antes de o Banco Central
autorizar o uso da tecnologia pelos bancos, a segurança das transações
foi amplamente debatida, testada e aprovada pelos especialistas.
Qual tipo de chave é mais indicado para o e-commerce?
Existe mais de um modelo de transação indicada: chave e-mail e QR Code (estático ou dinâmico).
Os
lojistas podem criar até 20 chaves PIX. Mais indicado seria o lojista
criar e-mail específico, com nome da loja e apelido do seu banco para
fácil gestão financeira (ex. lojista.apelidodoseubanco@lojista.com.br),
desta forma evita que informações importantes como o nº do CNPJ e o
banco com que se relaciona estejam abertos ao público, evitando
desconfortos de tentativas de golpes.
Existem dois modelos QR Code:
- QR Code Estático: já pode deixar definido o valor do produto, ou deixar em aberto para ser preenchido no momento do pagamento. Poderá ser fixado um QR Code Estático (sem valor) e no momento do pagamento de algum produto será reaproveitado para múltiplas transações, bastando apenas o cliente informar o valor de pagamento no ato da compra.
- QR Code Dinâmico: tem valor definido do produto, regras de permissão de juros/multas aplicáveis, descontos, valor final, data de vencimento, tempo de expiração, dados do recebedor e do pagador. É o QR Code completo cheio de informações e detalhes para o cliente. Poderá ser usado por todos que queiram maior facilidade na conciliação e automação comercial.
Existe, ainda, um site em que se pode consultar todas as chaves PIX criadas em todos os bancos de uma só vez: https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira/registrato.
*Jacob Gomes émembro do conselho
executivo da ABComm.
02/06/2021
