Biometria Facial: o Futuro dos Meios de Pagamento
*Por Gustavo de Camargo,VP
de Venda da VU
As inovações tecnológicas, como a biometria facial, vocal ou por
íris, além da impressão digital e a popularização do PIX, bancos digitais e
open banking transformaram a rotina do consumidor, diminuindo progressivamente
os atritos no momento da aquisição de um produto ou serviço.
É inegável que, nos últimos anos, houve um imenso avanço
tecnológico nos produtos e serviços financeiros. Há pouco tempo, para fazer uma
compra, era necessário sempre ter a carteira em mãos. Em seguida, passamos a
levar apenas o cartão de crédito ou débito, mais recentemente, o celular já era
o suficiente para passar no caixa do supermercado, da farmácia ou de qualquer
outro comércio. Hoje, em alguns estabelecimentos, só o rosto ou a palma da sua
mão já bastam.
Atualmente, alguns varejistas estão testando a biometria facial e
a identificação da palma da mão como meios de pagamento. A primeira transação
100% touchless via reconhecimento facial foi feita no Brasil em 2021. Na
China, por exemplo, a tecnologia é utilizada em estabelecimentos comerciais,
como lojas, restaurantes e supermercados. Já na Rússia, os passageiros do metrô
da capital do país contam com a opção de embarcar apontando o rosto para uma
máquina nos guichês.
Em um futuro próximo, será possível realizar todas as suas compras
sem ter o cartão ou o celular em mãos, como mostra um estudo da Juniper Research. De acordo com o material
até 2027, o valor dos pagamentos móveis remotos autenticados biometricamente
deve atingir US$ 1.2 trilhão globalmente. Para 2022, a estimativa é de US$ 322 bilhões. A segurança
proporcionada por esse método de pagamento explica porque a tecnologia é uma
grande aposta das empresas de cartão de crédito, startups e varejistas.
O reconhecimento facial em lojas físicas funciona da seguinte
maneira: através de um app, o usuário tira algumas fotos e cadastra um cartão
de crédito e débito. Na hora do pagamento, o rosto do cliente é reconhecido (na
forma de um código criptografado) pelo sistema via um dispositivo móvel
instalado junto ao caixa. Em seguida, é necessário validar o valor total do
check-out para completar a transação. A quantia é creditada imediatamente na
conta do varejista.
Além da comodidade de não precisar carregar nenhum objetivo para
efetuar o pagamento, como dinheiro de papel, moedas, cartões de crédito,
celulares e relógios, por exemplo, esse método de pagamento biométrico também
permite experiências: mais higiênica (isso conta muito em tempos de pandemia
devido ao coronavírus); mais ágeis e menos estressantes para os clientes devido
a rapidez de processamento; mais conectadas com programas de recompensa e de
fidelidade, uma vez que os sistemas já estão integrados; mais inovadoras e
contemporâneas, auxiliando e estimulando as empresas a se adaptarem aos novos
tempos; e mais segura já que os dados que os clientes inserem em seu sistema
são criptografados garantindo que sua privacidade não seja comprometida.
A tecnologia de pagamento via reconhecimento facial não é
perfeita, mas tem um nível de segurança alto se compararmos com outros meios de
processamentos digitais. O recurso de biometria facial consegue diferenciar
imagens gravadas do que é mostrado ao vivo, impedindo, por exemplo, que um
terceiro realize um pagamento não autorizado utilizando um vídeo ou foto do
usuário cadastrado. Além disso, o Bloqueador de Roubo de Identidade
(anti-suplantação) e a Análise de Fraude são outras barreiras que garantem a
segurança do usuário ao optar por esse método de pagamento.
Tecnologias de anti-suplantação bloqueiam e alertam contra
tentativas de roubo de identidade quando detectam a presença real de uma pessoa
e previne o spoofing biométrico. Já a análise de fraude envolve uma série de
técnicas de prevenção de fraudes financeiras online através da análise de dados
e detecção de comportamentos anômalos.
Há uma demanda muito grande por soluções antifraudes e isso tem
provocado um grande investimento das empresas de segurança da informação no
desenvolvimento de soluções proprietárias ou parcerias. E para evoluir o nível
de segurança, as companhias devem trabalhar com soluções de segurança
certificadas. Um dos selos mais relevantes do mercado é o iBeta, que certifica
a funcionalidade de softwares em diferentes níveis, incluindo funcionalidade,
aceitação, acessibilidade, qualidade e, é claro, segurança. Outro selo
importante do mercado é o FIDO, que fornece protocolos de segurança para
garantir a privacidade do usuário final.
Estas tecnologias ainda ganham destaque no desenvolvimento da
infraestrutura de pagamento para o metaverso. Ainda que de forma mais distante
da realidade atual, a tecnologia já está sendo testada por empresas do ramo.
Não há como negar a comodidade oferecida por essa inovação tecnológica, pois
ela permite que os pagamentos sejam feitos de uma forma mais simples do que
nunca, com zero atritos e maior segurança.
