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Imagem destaque: Vendas de materiais escolares devem cair 5,9% neste ano, aponta pesquisa
Créditos: Freepik

Vendas de materiais escolares devem cair 5,9% neste ano, aponta pesquisa

 As vendas de materiais escolares devem ser comprometidas em 2026, devido ao aumento dos preços dos produtos e o endividamento das famílias. A projeção é de um recuo de 5,9%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar), em parceria com a FIA Business School. Em 2025, as vendas fecharam com um aumento de 2,7%, após uma queda de 8,2% em 2024. Os preços dos materiais escolares acumulam alta de 29,3% no período entre janeiro de 2023 e janeiro de 2026, segundo o Ibevar, enquanto a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 14,3% no período.


Dificuldades para o setor

 "O setor enfrenta queda de volume, inflação persistente e alta elasticidade à renda, o que reforça a necessidade de estratégias focadas em acessibilidade, como kits econômicos, promoções e parcelamento, ao mesmo tempo em que evidencia desafios estruturais ligados à desigualdade de renda e ao encarecimento contínuo dos insumos educacionais”, afirma Claudio Felisoni, presidente do Ibevar e professor da FIA Business School. Segundo a pesquisa, o item que mais pesa no bolso dos consumidores é o uniforme escolar. Ele acumulou alta de 27,9% em 2026, o que estaria associado à retomada plena das atividades presenciais e à obrigatoriedade do item.


Produtos em destaque

  Itens essenciais como canetas, lápis e papel sulfite apresentam maior resiliência na projeção de vendas, enquanto produtos mais caros, como cadernos, livros didáticos, mochilas, cadeiras e mesas de estudo, devem acumular quedas expressivas nas vendas. Regionalmente, a pesquisa aponta que as regiões Norte e Nordeste devem ser as que mais sofrerão com o impacto dos gastos com material escolar, já que nestes lugares a renda é proporcionalmente menor para as famílias. De acordo com o instituto, nessas regiões, o gasto médio com material escolar compromete cerca de 35% a 40% da renda média mensal. Já nos estados de maior renda, a proporção fica abaixo de 25%. 


Reutilização de materiais

 Uma das saídas para os consumidores é a reutilização dos materiais do ano passado. Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro, revela que oito em cada dez brasileiros com filhos em idade escolar pretendem seguir este caminho. A estratégia é tentar limitar os custos associados ao início do ano escolar. Ainda assim, há desgastes financeiros. As categorias mais citadas são material escolar (89%), uniforme (73%) e livros didáticos (69%). Cerca de 88% dos brasileiros que vão às compras afirmam que os gastos afetam o orçamento familiar, percepção que é mais acentuada em famílias de menor renda. Para 52% das classes D e E, o impacto é considerado muito grande. Entre as classes A e B, esse percentual cai para 32%.

15/01/2026

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