Plant-Based. Já Ouviu Falar?

Um negócio que cresce mais de 7% ao ano e deve
somar US$ 10.9 bilhões em todo o mundo até 2022, segundo o GFI. Só nos Estados
Unidos, o mercado varejista Plant-Based movimenta US$ 4,5 bilhões e cresce
cinco vezes mais que o mercado total de alimentos.
O Plant-Based é uma dieta baseada em vegetais e alimentos
in natura ou o mínimo processada, como Frutas,
Vegetais, Sementes, Leguminosas, Cogumelos, Oleaginosas e Cereais Integrais.
Aqui, os principais estímulos são diminuir os impactos ambientais provocados
pela alimentação e cuidar da saúde.
De
acordo com Gustavo
Guadagnini, diretor executivo do The Good Food
Institute (GFI) Brasil, os alimentos plant-based
estão sendo feitos para entregar às pessoas a mesma experiência sensorial e
cultural da proteína animal, sejam elas carnes, ovos ou produtos lácteos.
"O mercado vegano hoje está em um crescimento muito
forte. Estima-se de 40% ao ano. E por vários motivos. As pessoas estão
percebendo que a alimentação à base do vegetal, mesmo quem não é vegano nem
vegetariano, é uma questão de saúde. Dentro desse mercado, a principal
tendência é o Plant-Based. Isso porque grande parte desse público, não só
veganos e vegetarianos, busca também uma alimentação mais sustentável, assim
como é a produção de alimentos vegetais em relação à produção de produtos de
origem animal em termos de uso de água, de emissão de gás, efeito estufa, uso
de terras, desmatamento, por exemplo", explica Anderson Rodrigues, Diretor Executivo da Vida Veg.
O que permitiu
esse mercado ser tão representativo em tão pouco tempo, são as possibilidades
que a indústria enxergou para trabalhar diversas categorias, de olho no público
que busca alimentos substitutos do consumo animal, como carnes, leites,
iogurtes, queijos, entre tantas outros.
"A estimativa para o mercado de leites vegetais sem soja,
por exemplo, é que cresça 210% no Brasil entre 2019 e 2024, média de 42% ao
ano", complementa Anderson, que espera para Vida Veg um crescimento de 100% ao
ano.
