Dia do Consumidor não impulsiona o varejo em março
Comemorado em 15 de março, o Dia do Consumidor em 2025 não trouxe o impulso esperado para o varejo físico. É o que aponta o Índice de Performance do Varejo (IPV), idealizado pela HiPartners a partir de dados das empresas FX Data Intelligence e F360, e análise da 4Intelligence. Comparando a semana do Dia do Consumidor deste ano com a mesma semana de 2024, o fluxo de visitantes em shopping centers despencou 16%, enquanto nas lojas físicas em geral a queda foi de 5%. Na quinzena, os números seguem a mesma linha: -15% em shoppings e -1% em lojas físicas. Na semana da data comemorativa, houve retração de 3%, tanto no faturamento quanto nas vendas. Apenas na quinzena observou-se um avanço de 0,31%.
No âmbito setorial, o destaque positivo vai para o segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com crescimento expressivo no fluxo: +28% na semana e +40% na quinzena. O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo também surpreendeu positivamente na quinzena, com alta de 34%, ainda que tenha caído -13% na semana.
Fluxo no varejo cai 2% e faturamento também recua
O varejo físico brasileiro registrou retração em março de 2025: o fluxo de visitantes caiu 2% em lojas de rua e 16% em shopping centers, enquanto as vendas e o faturamento recuaram 5% e 6%, respectivamente, em comparação com o mesmo período de 2024. “Mesmo com crescimento de 2,4% no varejo ampliado em janeiro (interanual), o desempenho ainda é moderado, principalmente nos setores sensíveis ao crédito”, explica Eduardo Terra, sócio da HiPartners. Além disso, Terra destaca que a inflação de alimentos, as altas taxas de juros e as mudanças tributárias (como o programa Remessa Conforme) continuam influenciando a dinâmica do consumo.
Consequentemente, a queda no ticket médio geral, de -1,1%, indica uma perda de fôlego na atividade de compra. Por tipo de loja, o ticket médio nos estabelecimentos situados em shopping centers até apresentou alta de 3,4%, mas foi insuficiente para compensar as quedas observadas nas lojas de rua (-3,7%) e em regiões como Sudeste (-1,5%) e Norte (-1,8%).
