Copa do Mundo: setor de alimentos deve liderar faturamento de R$ 4,32 bilhões no varejo
A Copa do Mundo deve injetar R$ 4,32 bilhões no varejo brasileiro, 6,5% a mais do que na última edição, em 2022. A projeção é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O avanço é impulsionado pelo maior dinamismo do mercado de trabalho e pela inflação menor, fatores que compensam o encarecimento do crédito que freou a corrida por novos televisores. Entre os segmentos de mercado, Hiper e Supermercados lideram a lista. O ramo de produtos alimentícios e bebidas deve responder por quase 70% das vendas, totalizando R$ 3,97 bilhões. Na sequência, Vestuário e Acessórios terão o segundo maior impacto, com faturamento estimado em R$ 803,7 milhões. Já Artigos de Uso Pessoal e Doméstico, com lojas especializadas, que incluem a venda de eletroeletrônicos menores, devem responder por R$ 262,6 milhões. Por fim, Informática e Comunicação têm expectativa de movimentação de R$ 198,5 milhões, e Móveis e Eletrodomésticos, de R$ 80,2 milhões.
“A cada quatro anos, a mobilização em torno do futebol impulsiona especialmente o comércio de eletroeletrônicos, ainda que o poder de compra do consumidor esteja abaixo do esperado. Essa relativa retração tem uma explicação direta: as severas condições de financiamento. Desde setembro de 2025, a economia brasileira enfrenta um dos mais intensos ciclos de aperto monetário dos últimos vinte anos, com juros básicos em patamar superior ao que seria adequado para estimular o crescimento”, diz o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
