Consumidores acima de 50 anos consolidam protagonismo no varejo
Dados do estudo "Consumer Insights 2025 – O Shopper no Controle: Como suas decisões reorientam o varejo e a indústria", da Worldpanel by Numerator, mostram que os lares com consumidores acima de 50 anos ampliam sua participação e consolidam protagonismo nas decisões de compra, reforçando sua relevância estratégica para a indústria e o varejo. Hoje, mais de um quarto da população brasileira tem 50 anos ou mais — participação que passou de 17%, em 2010, para 26%, em 2022. Mesmo em um ambiente de pressão sobre a renda, a população 50+ mantém padrões de consumo mais qualificados e maior direcionamento para categorias associadas a bem-estar e prevenção. Esse grupo gasta, em média, 6% acima do total dos shoppers em Bebidas e Pet Food, e 10% a mais em medicamentos sem prescrição (OTC).
Saúde como papel central
Entre os consumidores 50+, 57,3% declaram monitorar a saúde sempre ou com frequência, percentual superior ao observado na média da população (46,3%). As principais preocupações estão relacionadas a colesterol, diabetes e hipertensão, o que influencia decisões de compra recorrentes. O comportamento preventivo também aparece no consumo de suplementos: 33,1% afirmam consumir vitamínicos sempre ou frequentemente, acima da média nacional (28,3%). No padrão alimentar, observa-se maior atenção ao controle de ingestão. Enquanto 10,9% declaram buscar ativamente produtos sem açúcar, 12,9% preferem adoçantes — proporção superior à média da população (8,5%).
Saudabilidade e escolha de marcas
No varejo, o grupo concentra maior participação no canal moderno — supermercados de rede e hipermercados —, favorecendo ambientes com maior amplitude de sortimento, incluindo linhas premium. Também registra 10% mais ocasiões de consumo associadas à saudabilidade em comparação com a média, e o atributo “saudável” já representa 15,4% dos motivos de consumo desse público. Há ainda um padrão distinto de escolha de marcas. Consumidores 50+ acessam um portfólio mais restrito e apresentam maior concentração de gasto, indicando comportamento menos orientado à experimentação e mais à continuidade. Para indústria e varejo, trata-se de uma base relevante para estratégias de rentabilidade, fidelização e desenvolvimento de portfólio com foco em valor agregado.
