Com menor vacância da história, mercado logístico deve investir em eficiência
O mercado de galpões e condomínios logísticos vive o momento mais aquecido já registrado no Brasil. Segundo levantamento da Binswanger Brazil, a taxa de vacância caiu para 7,7% no segundo trimestre de 2025, o menor patamar histórico. A alta nos preços de locação foram um dos fatores para a queda, que atingiram em média R$ 27,70/m², pressionando empresas a buscar mais eficiência antes de ampliar espaço físico. O movimento é puxado pela região Sudeste — em Minas Gerais, a taxa de vacância já está em 6,9%. Com a descentralização das operações e o avanço acelerado do e-commerce, a demanda por armazéns cresce em ritmo forte. Nesse cenário, a digitalização surge como aliada para sustentar o aumento de volumes e evitar gargalos.
Foco em eficiência
Ganhar espaço físico não é a alternativa financeira mais atrativa. O foco das empresas passa a ser ganhar eficiência e otimizar processos operacionais para extrair o máximo dos centros de distribuição já existentes. "O mercado está aquecido, os preços de locação estão subindo e simplesmente buscar mais espaço físico não é uma alternativa viável para muitas empresas. A minha recomendação para as empresas é se perguntarem se a operação atual está em máxima eficiência, antes de pensar em ir para um novo local", afirma Waldir Bertolino, Vice-president of Sales e Country Manager da Infor Brasil e South Latam, apontando os modelos de WMS (Sistema de Gestão de Armazém, em sua sigla em inglês) como escolhas estratégicas para o mercado.
Tecnologias digitais nas operações logísticas
O avanço do e-commerce, que faturou mais de R$ 204 bilhões em 2024 (alta de 10,5% sobre o ano anterior), e a reorganização das cadeias de suprimentos impulsionam a adoção de tecnologias digitais nas operações logísticas. O sistema de gestão de armazéns na nuvem (WMS) se destaca por aumentar em até 25% a produtividade, oferecendo visibilidade em tempo real de mercadorias e controle de processos do recebimento à expedição. Segundo o estudo O Armazém do Futuro, realizado pela Infor e Seal Sistemas, a Inteligência Artificial e o Machine Learning aparecem como as tecnologias mais transformadoras para os próximos anos (16%), seguidas da Automação Robótica (14%) e do WMS – Sistema de Gestão de Armazéns (13%).
Principais entraves
O entusiasmo, no entanto, esbarra em barreiras conhecidas. O levantamento aponta alto investimento inicial (25%), requalificação das equipes (20%) e manutenção contínua (19%) como principais entraves. Ainda assim, a percepção do mercado é clara: 80% das empresas brasileiras já planejam ampliar em pelo menos 20% seus investimentos em inovação nos próximos três a cinco anos, de acordo com o estudo How Possible Happens, da Infor. "Investir em um WMS nativo na nuvem traz ganhos imediatos em visibilidade, velocidade e integração. Em um cenário de escassez e alto custo, isso se traduz em viabilidade operacional. Quem não acompanhar essa mudança corre o risco de ficar para trás na corrida tecnológica e por mais eficiência no mercado. A boa notícia é que há espaço para crescer dentro do próprio galpão, mas isso só é possível com dados estruturados e soluções inteligentes que abrem caminho para uma atuação mais estratégica de colaboradores, líderes e empresas", conclui Waldir Bertolino.
