Cargill Tem Lançamentos e Guias para o Setor
Retomada do Food Service


Texto: Bruna Soares
Produtos com preços competitivos e
shelf life (prazo de validade) maior, estas são algumas das apostas da Cargill
para o processo de retomada do food service. Em entrevista exclusiva ao Jornal
Giro News, Daniel Silva, Líder de Food Service da Cargill para a América
Latina, revela que todas as novidades previstas para 2020 foram mantidas. "Em
maio, lançamos o Pomarola Tomate Triturado, com 2kg, preço sugerido de R$ 14 e
shelf life de 24 meses. No mês de agosto, também chegará ao mercado a nova
versão do Molho Liza Barbecue. O produto terá nova fórmula e será distribuído
em embalagem de 1,02kg", antecipa o executivo. Neste ano, os próximos
lançamentos e reposicionamentos de produtos integrarão as categorias de óleos
vegetais e dressings (molhos).
Brasil
Sofre Maiores Impactos
Com mais de 50 SKUs direcionados ao
food service, a divisão da companhia tem como carros-chefes o Extrato de Tomate
Elefante e o Óleo Liza Algodão. "Para divulgar novos produtos, investimos em
mídias especializadas e times técnicos, que têm contato direto com os
operadores", explica Daniel. O executivo ressalta que o mercado de food service
sofreu impactos diferentes no Brasil e nos outros países da América Latina. "Há
1,3 milhão de pontos de vendas de food service no Brasil. É um mercado
pulverizado, mas o país foi o mais afetado, por conta dos índices de contágio e
desemprego. A Cargill vem de uma trajetória de crescimento no Brasil e a
perspectiva é continuar este movimento, com a retomada gradual do mercado",
complementa.
Reinvenção
do Food Service
Nos últimos meses, a companhia
disponibilizou guias para bares, lanchonetes e restaurantes, com conteúdos
sobre receitas e preparos para o delivery. "O digital é uma grande tendência
impulsionada pela pandemia. As ferramentas digitais passarão a ser utilizadas
em todas as etapas da cadeia de food service, para otimização de processos e
custos", analisa o executivo. A Cargill Food Service também compartilha
conhecimento técnico através de palestras, lives e cursos online. "Com as
pessoas cozinhando em casa, é necessário que o mercado de alimentação fora do
lar esteja cada vez mais presente, inclusive no varejo alimentar. O setor deve
se aliar a supermercadistas e investir em comidas prontas e semiprontas",
conclui Daniel.
