Grano Alimentos Planeja Diversificar Portfólio
Novas Oportunidades no FLV


Texto: Bruna Soares
Com 86 SKUs, a Grano Alimentos quer ir
além dos vegetais congelados e entrar em uma nova categoria dentro do FLV
(frutas, legumes e verduras). A empresa já possui em seu portfólio produtos
como brócolis e couve-flor, e pretende, futuramente, explorar as frutas. Em
entrevista exclusiva ao Jornal Giro News, Fernando Giansante, presidente da
Grano, revela que a fabricante ampliará sua capacidade de produção - movimento
que viabilizará, também, o desenvolvimento dos lançamentos. "Estamos investindo
um total de R$ 30 milhões para dobrar a capacidade da fábrica, localizada em
Serafina Corrêa (RS). O processamento passará de 22 mil toneladas para 45 mil
toneladas por ano, com previsão de finalização da expansão para novembro."
Foco no
Food Service
Outro projeto da empresa é a
comercialização de seus produtos em novos pontos de venda - atualmente, o
negócio tem maior concentração em São Paulo. "O food service representa 60% do
volume e o varejo, 40% incluindo marcas parceiras. Embalamos produtos para
empresas como Bonduelle, BRF, Copacol e Seara. Com as mudanças do mercado,
fabricantes de produtos como proteína animal vêm diversificando seus
portfólios", explica Giansante. Dentre mais de dez linhas de produtos, o
brócolis e o couve-flor representam cerca de 60% do volume total. O presidente
destaca que, após a colheita, os produtos são congelados em menos de 24 horas.
Considerando as parcerias, a Grano lançou mais de 10 itens este ano. Além das
frutas, a empresa estuda investir em arroz de couve-flor e derivados.
Crescimento
de Dois Dígitos
No ano em que completa 20 anos de
atuação, a Grano prevê faturar R$ 140 milhões. Apesar de estar abaixo da meta
inicial, o valor representa crescimento em relação aos R$ 120 milhões
registrados em 2019. "No início da pandemia, houve impacto negativo no negócio,
por conta do fechamento do food service. No entanto, conseguimos manter um
crescimento de dois dígitos até junho." De acordo com o presidente, no primeiro
trimestre, a alta foi de 30% e, no segundo, os resultados permaneceram
estáveis. "No mercado de vegetais, os congelados movimentam 55 mil toneladas
por ano, mas representam apenas 1,5% do total. Ocupamos cerca de 38% deste
valor e queremos ampliar essa participação. É um mercado pequeno, quando
comparado a outras categorias", conclui Giansante.
