Lightsweet Observa Novo Público para Produtos Zero
Diet e Light Ganham Espaço


Texto: Bruna Soares
Os produtos zero açúcar passaram a fazer parte da alimentação de diferentes
perfis de consumidores, não apenas dos que possuem restrições alimentares. De
olho nesse movimento, a Lightsweet, detentora das marcas Lowçucar e Magro,
busca lançar produtos de diferentes categorias para atrair novos clientes.
"Temos cerca de 20 SKUs a serem lançados este ano, mas, devido ao cenário
atual, talvez as novidades fiquem para 2021", revela Amaury Couto, presidente
da Lightsweet, com exclusividade ao Jornal Giro News. O portfólio de
lançamentos terá biscoitos, adoçantes com edulcorante e sobremesas zero açúcar.
"É um mercado que ainda tem muito espaço para inovação no Brasil", analisa o
empresário.
Ponto de Venda Estratégico
Segundo Amaury, os shoppers têm demonstrado interesse pelos produtos zero e
este movimento leva o varejo a criar espaços exclusivos para itens sem lactose,
sem açúcar, sem glúten e sem gordura trans. "Ainda há uma certa resistência,
mas o setor tem trabalhado bem a categoria. Alguns estabelecimentos contam até
com nutricionistas para auxiliar o consumidor." De acordo com o presidente,
também é necessário analisar o público de cada loja para definir a estratégia
de exposição. "Em um supermercado que o consumidor conhece os produtos zero, é
possível colocá-los próximos aos alimentos 'normais'. Já em um estabelecimento
iniciante na categoria, é melhor separar. Neste caso, se estiver misturado, o
consumidor não identifica as características dos produtos e não compreende a
diferença nos preços."
Lightsweet Chega às Farmácias
Especializada em alimentos diet e light, a empresa tem cerca de 150 SKUs no
portfólio. A Lightsweet distribui seus produtos nacionalmente para
supermercados, lojas de conveniência, lojas especializadas, food service e,
agora, está entrando no canal farmacêutico. A empresa, com um faturamento anual
de R$ 100 milhões, conta com uma fábrica em Marialva (PR) e tem os
adoçantes como carro-chefe, com cerca de 40% das vendas. "Para este ano, a nossa projeção era crescer
de 10% a 15%, mas talvez os resultados fiquem abaixo do desempenho do ano
passado, por conta da crise do Coronavírus", finaliza o presidente.
