Estratégia D2C evolui na indústria com novos formatos de venda
Contato Direto com o Consumidor
Aproximação com o cliente,
fidelização, melhor experiência de compra e aumento em vendas. Esses são alguns
dos principais objetivos das empresas. Com a transformação digital do varejo e
as novas demandas do mercado, a indústria começou a entender o modelo D2C (Direct to Consumer, que significa 'direto ao consumidor') como uma forma
de não só alcançar essas metas, mas também ter mais margem e criar um
relacionamento com o cliente sem intermediários. No geral, uma das ferramentas
mais usadas nessa estratégia são as plataformas próprias de e-commerce. "Os
principais benefícios são conhecer melhor o seu consumidor e poder prestar o
melhor serviço do ponto de vista de experiência e de consumo, porque a
indústria não dependerá tanto de outras infraestruturas. Poder controlar isso é
melhor para que essa relação se torne um pouco além da venda, e que seja quase
uma super experiência", explica Fabricio Klug, CCO da Score, empresa de Data Retail da
B&Partners.co., em entrevista exclusiva para o Jornal Giro News.
Segundo o executivo, o objetivo final da
modalidade não é só a conversão de venda, mas também a estratégia que a empresa
está focada naquele momento. "A experiência nem sempre é medida por
vendas, isso é apenas um dos indicadores. Mas aqui é importante ressaltar a
estratégia e o objetivo da marca. Talvez a estratégia que levou aquela marca a
ir para o D2C não seja vender mais agora ou ali naquele local, mas sim ser
reconhecida, mostrar que o produto é melhor do que o concorrente ou até mudar a
percepção da marca", revela.
Zero Mile
Com a crescente adesão ao D2C, o
conceito vem evoluindo e ganhando novos formatos de negócio, como o chamado 'Zero Mile', que se refere aos produtos que não precisam de entrega, já que
podem ser comprados nos locais de convivência dos consumidores. "Esse é o
extremo da conveniência, o consumidor não precisa sequer deixar sua área de
convívio para comprar o que deseja. Esses produtos estão praticamente dentro da
sua casa ou local de consumo, a apenas alguns passos de distância, 24 horas por
dia", enfatiza Fabrício.A PepsiCo é uma das empresas que testa de tempos
em tempos esse modelo. Em comemoração aos 70 anos da atuação no Brasil, a
companhia instalou uma loja temporária autônoma no
Parque Villa Lobos, em São Paulo, que ficou aberta ao público por um mês. "Pudemos apresentar o que chamamos de 'loja perfeita', além de aumentar o conhecimento sobre a PepsiCo como companhia
e nosso compromisso com o ESG", comenta Teresa Orlandi, gerente de comunicação
da PepsiCo.
Futuro do D2C
A tendência para o futuro, segundo o CCO, é a compra cada
vez mais personalizada. Além disso, a junção do zero mile ao D2C permitirá à
indústria ter ferramentas instantâneas para entender o que o cliente consome e
testar modelos de compra e produtos que podem agradá-lo, estreitando, assim, as
relações com o público. "Neste modelo, a indústria conseguiria introduzir
promoções e, tendo mais tecnologia, trazer uma cadeia de logística que
provavelmente não precisaria cobrar mais caro por um produto que o consumidor
já paga no mercado (grande). Assim, a empresa começa a ter mais vantagens,
porque a indústria pode ter essa margem", finaliza.
Reportagem: Thalita Sollazzo
