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Lojas São Estratégicas para Entender Comportamento do Shopper

B2C Ganha Força na Indústria

Destaque Lojas São Estratégicas para Entender Comportamento do Shopper
Destaque Lojas São Estratégicas para Entender Comportamento do Shopper

As lojas próprias de marcas de alimentos representam, para a indústria, muito além de novos pontos de venda de seus produtos. Segundo Ricardo Vieira, CEO do Instituto Nacional do Varejo (INV), este é um movimento que tende a continuar crescendo globalmente. "Essas lojas são usadas como ponto de experiência e contato com o shopper. Elas devem trabalhar cross merchandising de categorias, experimentação e amplitude de sortimento, inclusive com produtos internacionais, para se aprofundar na jornada de compra", revela o executivo, em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News. O modelo tem sido trabalhado por companhias como JBS, através da marca Swift - que tem mais de 100 lojas no estado de São Paulo -, e BRF, por meio do Mercato Sadia, que opera duas unidades e prevê dez inaugurações nos próximos meses.

Lojas Não Concorrem com Varejo
Os pontos físicos próprios também fazem parte da estratégia de indústrias como Bauducco, Jundiá, Florestal, Nestlé, Vigor, Vinícola Aurora, Nutrimental e Catupiry, sendo que algumas destas trabalham lojas anexas às suas fábricas. Apesar de crescente, este é um movimento que, segundo Ricardo, não deve preocupar o varejo. "São propósitos diferentes, que não concorrem entre si. As lojas aproximam o shopper da indústria e servem para entender o comportamento de compra. Elas podem oferecer consultores especializados em nutrição e experiências para destacar lançamentos, por exemplo. Os hipermercados e supermercados não fazem isso." Para investir no formato, é necessário trabalhar uma estratégia que deve incluir equipe B2C, aprimoramento de CRM, SAC da loja e operação omnichannel.

Novas Oportunidades no Formato
Para o CEO, a abertura de lojas da indústria tende a se intensificar no Brasil e pode ser explorada por outros segmentos. "Algumas marcas de saudáveis podiam ter lojas conceito, focando em reposicionamento, CRM para clientes finais e entendimento do comportamento desse público. O mercado de saudáveis tem muito potencial no país, principalmente por conta da pandemia." De acordo com Ricardo, essas iniciativas fazem parte de um novo momento da indústria, que tem buscado entender CRM, se apropriar de chão de loja e impactar o shopper por meio de alavancas promocionais e de incentivo à compra, como cashback. "Não é um movimento pontual. O B2C vai se manter forte, principalmente para testar comportamento no phygital (physical + digital)", conclui.

01/10/2021

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