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Vendas de Páscoa devem apresentar estabilidade em 2026, estima ACSP

 A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) projeta que as vendas de Páscoa deste ano devem manter o mesmo patamar de 2025, segundo o Instituto de Economia Gastão Vidigal. De acordo com o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, embora o emprego e a renda apresentem crescimento, o cenário de endividamento das famílias e os juros elevados limitam o consumo. Outro fator determinante é a disparada no preço do cacau, que encarece os ovos de chocolate e pressiona o orçamento. Para a entidade, o movimento da data deve se concentrar majoritariamente em supermercados, hipermercados e lojas especializadas.


 Carga tributária chega a 38% nos ovos de chocolate

 Além da alta das commodities, os tributos representam uma fatia significativa do preço final: 38,25% do valor dos ovos de Páscoa correspondem a impostos, segundo o Impostômetro. O levantamento do IBPT destaca que itens típicos como o vinho importado chegam a ter 64,57% de carga tributária, enquanto o nacional registra média de 45,56%. Mesmo para quem opta pela produção caseira como alternativa de economia, o peso dos impostos permanece alto, incidindo sobre insumos como o próprio chocolate (38,25%) e embalagens de celofane (39,11%).

25/03/2026

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