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Imagem destaque: Gestão é diferente para franquias?
Crédito: Supatman/ Divulgação istock

Gestão é diferente para franquias?

  No Brasil, considerando o mercado em sua totalidade, de modo geral, o segmento de franquias é lido como um caminho relativamente mais seguro em relação aos demais tipos de investimentos. Conforme os dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), em relação ao ano de 2024, ocorreu um crescimento significativo de 12,1% no número de operações realizadas em território nacional no segmento de franqueados. 


  Todavia, embora mostre-se como um mercado promissor, uma pesquisa realizada pelo Ministério do Desenvolvimento, via Mapa de Empresas, apontou que grande parte dos negócios fechados no segmento de franqueados aconteceram em detrimento da gestão do negócio. 


Como funciona a gestão de uma franquia?

  Em síntese, um modelo de franquia, ou franchising, estrutura-se a partir de duas partes: o franqueador e o franqueado. Nesse modelo de negócio, compreende-se como franqueador aquele que detém os direitos relativos ao uso da marca da franquia em questão. 


  O franqueado, por sua vez, é aquele que adquire os direitos do franqueador e torna-se responsável pela gestão de uma ou talvez mais unidades daquela determinada marca. Esse volume, portanto, irá depender das especificidades do próprio empreendedor no momento de fechar o contrato com o franqueador.


  É importante compreender, nessa perspectiva, que cada franquia possui suas próprias regras. Isso significa que as regras devem ser seguidas conforme o modelo de negócio, bem como o setor de atuação em que se encontra atrelado. No Brasil, embora os contratos relativos ao sistema de franquias sejam padronizados, as regras podem variar conforme o modelo de negócio.


  Todavia, existem regras estabelecidas na legislação brasileira, especificamente na Lei nº 13.966/2019 (Lei de Franquias), que imputam normas gerais para o setor, permitindo que as franquias definam cláusulas específicas em seus contratos, como requisitos de operação, treinamento, marketing e fornecimento de produtos.


Como, efetivamente, fazer uma boa gestão de uma franquia?

  Assim como em qualquer gestão, para administrar uma franquia, é preciso compreender que esse processo envolve uma série de estratégias, bem como práticas que visam garantir a padronização e, por consequência, o sucesso da rede. As franquias, de fato, precisam seguir uma certa padronização – do contrário, seriam um modelo de negócio independente.


 Dito isso, inicialmente, o essencial é elaborar processos padronizados por meio de manuais operacionais detalhados, abrangendo todas as áreas da franquia, como o atendimento ao cliente, a gestão das finanças, o marketing, entre outras. São esses processos que, em tese, garantirão a uniformidade das operações entre todas as unidades. No entanto, esses processos não são lineares e podem variar conforme a franquia escolhida. 


  Outro ponto importante diz respeito a realização de treinamentos e capacitações periódicas para a equipe. Manter os colaboradores atualizados em relação a práticas, produtos e possíveis mudanças nos processos operacionais é fundamental para qualquer negócio, e com as franquias, não seria diferente.


  Independentemente da franquia a ser escolhida, construir um sistema de gestão eficiente é um fator elementar para a manutenção e o crescimento do negócio. Por exemplo, em uma franquia voltada à área da educação, na gestão escolar, investir em uma plataforma de gestão voltada à centralização das informações de alunos e professores pode ser uma ótima escolha para garantir que cada processo ocorra conforme os padrões estabelecidos.


  No fim, a gestão de franquias, embora distinga-se de um negócio independente em algumas instâncias, irá caracterizar-se pela implementação de processos padronizados, monitoramento constante de indicadores de performance, treinamento contínuo da equipe e foco na satisfação do cliente, assim como outros tipos de negócio.

25/03/2025

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