Setor de alimentação fora do lar apresenta queda real de 7,5% em julho
Em julho, o setor de alimentação fora do lar registrou um crescimento nominal de 0,8% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Porém, ao desconsiderar o efeito da inflação, medida pelo IPCA, o resultado aponta para uma queda real de 7,5%. Dados do Instituto Foodservice Brasil (IFB) apontam que, no acumulado do ano, o setor registra um aumento de 4,5%, mas, em termos reais, o desempenho segue negativo, com retração de -3,8%. Nos mesmos empreendimentos, a situação é ainda mais crítica, com queda real acumulada de -6%. Apesar da manutenção do faturamento em campo positivo, o setor sofreu uma queda de -6,1% nas transações totais em julho, em comparação ao mesmo mês de 2024. Isso reforça a tese de que o crescimento está sendo sustentado pela alta do ticket médio, que avançou 8,5%, passando de R$ 41,40 para R$ 44,90.
Regiões
Na análise regional, o destaque ficou para o Norte, que registrou crescimento de 5,7% no faturamento, seguido pelo Centro-Oeste (3,6%) e Sul (1,8%). Já Sudeste e Nordeste ficaram praticamente estáveis, com 1,6% e -0,1%, respectivamente. "Os números mostram que, embora o setor mantenha crescimento nominal, a inflação e a queda nas transações seguem pressionando a rentabilidade. O grande desafio é transformar esse faturamento em ganho real, sustentável e com margem para investimento", Ingrid Devisate, diretora-executiva do IFB.
